<p>Quantas Lisboas cabem numa cidade com quase 3 mil anos de História? Quantas cidades se escondem debaixo dos nossos pés, na forma de uma praça, no nome de uma rua? Este podcast vai à procura dessas cidades invisíveis, uma por episódio, com a ajuda de historiadores, arqueólogos, arquitetos e investigadores.</p> <p>Histórias de Lisboa é um podcast do jornalista da SIC, Miguel Franco de Andrade, com sonoplastia de Ana Salomé Rita e genérico de Nuno Rosa e Maria Antónia Mendes.</p> <p>Todas as quartas-feiras, a partir de dia 23 de outubro, na SIC Notícias, SIC e Expresso, assim como em todas as plataformas de podcast.</p>
Quem fundou a cidade de Lisboa?
Muito antes da tomada do poder de D. Afonso Henriques no século XI, da chegada de populações muçulmanas a partir do norte de áfrica no Século VII, dos exércitos romanos no século II a.C , na foz do maior rio da Península Ibérica existiriam apenas pequenos núcleos de povoamento dispersos, ligados à agricultura e aos recursos do imenso estuário, numa cultura típica do que há muito se convencionou chamar de idade do bronze.
Ao longo de todo o curso do rio Tejo, até pelo menos Santarém, surgiram povoados que revelam o contacto entre as populações autóctones, que sempre habitaram a região, e os recém-chegados fenícios, com longas barbas e vestes tingidas
Neste episódio de 'Histórias de Lisboa, vamos conhecer o momento da chegada dos fenícios, a quem se atribui a fundação da cidade.
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A pedra tumular encontrada por acaso nas obras de um hotel na frente ribeirinha de Lisboa, em 2014, é talvez o mais importante vestígio material que sustenta a ideia de que no século VII antes de Cristo, ou seja, há 2700 anos: uma cidade estava a ser fundada nas águas do Tejo.
Muito antes dos romanos e com origens longínquas nos confins do mediterrâneo oriental, aos grandes rios da península ibérica, os fenícios trouxeram tecnologias como a escrita, a metalurgia do ferro e a arquitetura, e, também, uma nova forma de religião.
No próximo episódio de Histórias de Lisboa, vamos conhecer a extraordinária viagem dos fenícios, a quem se atribui a fundação de Lisboa!
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A zona que hoje conhecemos como Martim Moniz sempre foi um espaço de fronteiras: entre o campo e a cidade, os de dentro e de fora, muçulmanos, cristãos, lisboetas e provincianos, rurais e urbanos, portugueses e estrangeiros. Mas é também um dos símbolos de uma cidade aberta, cosmopolita que o descaso, os experimentalismos urbanos e as modas ideológicas, ao longo dos séculos, tendem a manter eternamente à espera de uma solução.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o investigador e historiador de arte Tiago Borges Lourenço, sobre o Martim Moniz e a velha rua da Palma, a ferida aberta (e pulsante) no coração da cidade.
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No próximo episódio de Histórias de Lisboa vamos falar de uma ferida aberta no coração da cidade. A zona que hoje conhecemos como Martim Moniz sempre foi um espaço de fronteiras, entre o campo e a cidade, os de dentro e de fora, muçulmanos e cristãos, lisboetas e provincianos, rurais e urbanos, portugueses e estrangeiros.
Mas é também um dos símbolos de uma cidade aberta, cosmopolita que o descaso, os experimentalismos urbanos e as modas ideológicas, ao longo d os séculos, tendem a manter eternamente à espera de uma solução…
Não perca, a dia 6 março, os segredos do Martim Moniz, no próximo episódio histórias de Lisboa.
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Segundo alguns investigadores, as inundações de 1967 de Lisboa foram a pior tragédia que se abateu na região da capital desde o terramoto de 1755. As previsões meteorológicas para aquele sábado de 25 de novembro de 1967 nem eram das mais gravosas, num outono considerado, até ali, pouco chuvoso. Mas, por uma conjunção de fatores climatéricos, em apenas 5 horas, choveu o equivalente a dois meses.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o geógrafo Francisco da Silva Costa sobre as inundações que poderão ter mudado o curso da História, as cheias de 1967.
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Esta sexta-feira, dia em que deveriam começar verdadeiramente os festejos de Carnaval, continuamos no país sob o signo das consequências do mau tempo e por isso achámos que, nas histórias de Lisboa, faria todo o sentido dedicar um episódio às cheias de 1967. Um acontecimento que continua desconhecido de muitos, mas que provocou centenas de vítimas.
Não perca, na próxima semana, o novo episódio do podcast 'Histórias de Lisboa' sobre uma catástrofe que ainda hoje continua a devastar a cidade e o país. Disponível a partir de 20 de fevereiro em todas as aplicações de podcasts e nos sites do Expresso, da SIC e da SIC Notícias.
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Desordem ou tradição? Paganismo ou religião? Autoridade ou subversão? Alvo de repressão e proibições, o velho entrudo e carnaval lisboeta conseguia realizar a proeza de, pelo menos uma vez por ano, misturar povo e elites numa folia que, por vezes, podia assumir contornos de violência. Até que ideias de progresso e de civilização no século XIX contribuíram para tornar as celebrações carnavalescas cada vez mais “civilizadas”.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a investigadora Paula Magalhães sobre o velho carnaval lisboeta.
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Havia dois carnavais. O do velho entrudo lisboeta, com arremessos de ovos, tremoços, farinha, baldes de água e todo o tipo de tropelias em verdadeiras batalhas campais no Chiado e os disciplinados desfiles de Carnaval, com confettis, serpentinas e hora marcada, e carros enfeitados de flores a descer a avenida. Entre eles, vai uma distância entre dois mundos.
No próximo episódio de 'Histórias de Lisboa', vamos perceber o que os separa. Disponível a partir de 6 de fevereiro.
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No dia 26 de janeiro de 1531, entre as 4 e as 5 da manhã, a terra tremeu em Lisboa. Segundo contam os relatos da época, um raio rasgou os céus e ouviu-se um enorme trovão. Por toda a cidade abriram-se fendas e derrubaram-se edifícios. No final do dia, terão morrido milhares de pessoas.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com o geofísico Miguel Miranda sobre um dos sismos mais desconhecidos de Lisboa, o terramoto de 26 de janeiro de 1531.
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Tal como no terramoto de 1755, também há 495 anos um tsunami terá varrido o rio Tejo.
Entre as testemunhas do cataclismo estiveram nomes como os de Garcia de Resende ou Gil Vicente, o pai do teatro português, que terá até participado no debate sobre as causas do terramoto de 1531. A não perder, a partir do dia 23 de janeiro, no próximo episódio de Histórias de Lisboa.
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No arranque de mais um novo ano, vamos fazer uma viagem ao passado e percorrer as ruas da Baixa Lisboeta antes do terramoto de 1755, antes da reconstrução pombalina ter transformado o labirinto de becos, ruelas e travessas nas vias regulares e ortogonais que hoje conhecemos.
Algumas destas ruas ainda preservam a memória de atuais ou antigas profissões, artes e ofícios: dos sapateiros aos correeiros, passando pelos douradores, fanqueiros e o trabalho dos ourives com os metais nobres do ouro e da prata.
Neste episódio de ‘Histórias de Lisboa’, o jornalista Miguel Franco de Andrade conversa com a historiadora Delminda Rijo, especialista em demografia histórica, sobre as profissões desaparecidas da antiga Baixa lisboeta.
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