- 54 minutes 27 secondsEpisódio 197 – “Deixar-se levar pelo mundo” – Conversa com Flávio Rodrigues
Flávio Rodrigues nasceu em 1984, em Arcozelo (Vila Nova de Gaia). É artista e, desde 2006, desenvolve um trabalho situado na interseção entre o desenho, o gesto, a performance arte, a instalação e a escultura, concebendo estes meios como territórios férteis de ação e pensamento.
As suas propostas são maioritariamente de natureza minimalista, analógica e cerimonial. Recorrendo frequentemente à caminhada como gesto fundacional, os processos que ativa conduzem ao encontro de texturas, objetos, sonoridades e outras paisagens possíveis, que se revelam de forma processual e experimental.
O seu percurso artístico inicia-se em 1992, com a professora e artista Maria Alexandrina Alves da Costa, em Vila Nova de Gaia, através da dança e do desenho. Em 2003, ingressa na formação do Balleteatro Escola Profissional, instituição à qual permanece ligado como artista associado. Neste contexto, orienta laboratórios de criação, performance e ação no espaço público, colaborando também como co-curador dos programas Corpo + Cidade e Extemporânea.
Desde o seu primeiro projeto autoral, em 2006, tem apresentado criações em diversos contextos e colaborações, incluindo o Festival da Fábrica / Teatro Helena Sá Costa (Porto), Galeria Appleton (Lisboa), Mandala Festival (Wrocław, Polónia), Acción Spring(t) (Madrid, Espanha), Sofia Underground Festival / Toplo Centrala (Sofia, Bulgária), FIDANC/CDCE (Évora), Starptelpa/Kino Bize (Riga, Letónia), Arte Total (Braga), Live Art Ireland (irlanda), :DDDKunsHouse (Yerevan, Alemanha) e Lake Studios (Berlim, Alemanha).
Participou em várias residências artísticas, entre as quais "Reclamar Tempo – primeira edição", nos Estúdios Campus PCS (Porto); "Projeto Tijolo", pelas Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo); Museu Bordalo Pinheiro (Lisboa); Les Repérages (Lille e Rio de Janeiro); e ADA – Artistic Dynamic Association (Viena, Áustria). Em 2024 foi artista representado pela Bienal de Cerveira. Em 2026 desenvolveu um projeto processual em residência de criação e pesquisa na CACAU Cultural & Roça São João, em São Tomé e Príncipe.
O vídeo-arte-performance Ausblenden, parte processual iniciada em 2021 no âmbito do projeto Laivos | ante improvisos e ressonâncias, foi apresentado em festivais e programas em Portugal, Alemanha, Letónia, Argentina, Grécia e Brasil.
Paralelamente ao desenvolvimento dos seus próprios projetos, tem colaborado regularmente como figurinista, cenógrafo, performer (entre 2006 e 2016) e designer sonoro. Estas colaborações estendem-se a diversos criadores e companhias nas áreas da dança, teatro, cinema, circo e performance arte.
Em 2022 apresentou uma conferência sobre o seu percurso e processo criativo no Cinema Passos Manuel, organizada pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Porto em parceria com o Balleteatro. Dessa ocasião resultaram três desenhos autobiográficos, posteriormente publicados no livro Performances no Contemporâneo, de Né Barros e Eugénia Vilela.
Em 2026, foi um dos artistas selecionados para a residência de investigação e criação do projeto Amongst Others, Nature, integrada no Bergen International Performance Festival, desenvolvida em Skageneset (Manger), Laksevåg, Møhlenpris e no centro da cidade de Bergen, Noruega.
Links:
https://www.flaviorodrigues.info/
https://www.andafala.org/en/Artistas/Flavio_Rodrigues
https://balleteatro.pt/agenda/evento/Painel-de-tao-pouco-tanto-Flavio-Rodrigues-Corpo-Cidade-2026/
https://appleton.pt/flavio-rodrigues-2024/?lang=pt-pt
https://plaka.porto.pt/pt/shuttle/2026/painel-de-tao-pouco-tanto-flavio-rodrigues/
https://www.instagram.com/reel/DT08gEjDbqg/
https://artveine.com/204-veludo-mais-azul
Episódio gravado a 24.06.2026
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1 July 2026, 5:42 pm - 55 minutes 6 secondsEpisódio 196 – “Antes de tudo, ser espectadora” – Conversa com Isabel Nogueira
Isabel Nogueira (n. 1974) é doutorada em Belas-Artes, especialização em Ciências da Arte (Universidade de Lisboa, 2010) e pós-doutorada em História e Teoria da Arte Contemporânea e Teoria da Imagem (Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, 2016). É historiadora e crítica de arte contemporânea, professora e ensaísta. Professora na Sociedade Nacional de Belas-Artes, professora e investigadora principal do CIEBA/Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA). É editora da revista Arte e Cultura Visual (CIEBA), autora correspondente da revista Recherches en Esthétique e crítica na revista Contemporânea.
No domínio do ensaio, publicou as seguintes monografias: Do pós-modernismo à exposição Alternativa Zero (Nova Vega, 2007), Alternativa Zero (1977): o reafirmar da possibilidade de criação (CEIS20/Universidade de Coimbra, 2008), Teoria da arte no século XX: modernismo, vanguarda, neovanguarda, pós-modernismo (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012; 2.ª ed. 2014), Théorie de l’art au XXe siècle: modernisme, avant-garde, néo-avant-garde, postmodernisme (L’Harmattan, 2013); Artes plásticas e crítica em Portugal nos anos 70 e 80: vanguarda e pós-modernismo (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2013 ; 2.ª ed. 2015);
Modernidade avulso: escritos sobre arte (Ed. A Ronda da Noite, 2014), A imagem no enquadramento do desejo: transitividade em pintura, fotografia e cinema (Book Builders, 2016; 2.ª ed.: 2025); Teorias da arte: do modernismo à actualidade (Book Builders, 2019; 2.ª ed. 2020); Como pode ‘isto’ ser arte? Breve ensaio sobre crítica de arte e juízo de gosto (Edições Húmus, 2020); História da arte em Portugal: do Marcelismo ao final do século XX (Book Builders, 2021); Crítica de arte ou o espaço entre a Obra e o Mundo (Edições Húmus, 2021); Histoire de l’art au Portugal (1968-2000) (L’Harmattan, 2022); A encantatória visualidade: textos sobre cinema (Edições Húmus, 2023). Desde 2025 é responsável pelo ciclo Arte Contemporânea em Diálogo, organizado em parceria com a Sociedade Nacional de Belas-Artes em Lisboa.
Links:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLKvCXVEsYmlSoezBLeiro343riDe52izB
https://www.cienciavitae.pt/0E1D-846B-C47C
https://isegexecutive.education/pt/docentes/isabel-nogueira/
https://contemporanea.pt/edicoes/01-2018/loops-lisboa
https://www.publico.pt/autor/isabel-nogueira
https://duplacena.com/fuso-insular-2023/conversa-aberta-isabel-nogueira-2/
https://makingarthappen.com/2013/11/08/isabel-nogueira-novo-livro/
https://colecaodoestado.pt/648/
Episódio gravado a 16.06.2026
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22 June 2026, 1:08 am - 1 hour 32 minutesEpisódio 195 – “Desenhar o silêncio” – Conversa com Sara Chang Yan
Sara Chang Yan (Lisboa, 1982) licenciou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura Universidade Lisboa e trabalhou como coordenadora no Centro de Educação pela Arte Pé de Vento no Bairro do Vale da Amoreira, Moita. Mais tarde, foi estudar desenho e artes plásticas na Ar.Co Lisboa e enquanto estudava foi assistente do Rui Moreira durante 3 anos, e recebeu a Bolsa da Fundação Carmona e Costa em 2013. Em 2014 foi convidada para leccionar desenho na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, durante 9 anos. Começou a expor regularmente, em 2015 participando na residência artística Getting Lost de Julie Mehretu, da Fundación Botín, Santander, no mesmo ano, foi distinguida com o Prémio Artes Visuais para Jovens Criadores, Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2016 foi selecionada para o Open Sessions 2016-2017, The Drawing Center em Nova Iorque. Em 2025, a artista foi premiada com a menção honrosa do Prémio Novos Artistas 2024 Fundação EDP. Exposições individuais: Brotéria, Lisboa 2025; Arquipélago Centro Artes Contemporâneas, Ribeira Grande 2023; LaBF15, Lyon 2022; Galeria Madragoa, Lisboa 2022; Galeria Boavista, Lisboa 2019; Galeria Madragoa, Lisboa 2018. Seleção de exposições coletivas: Galeria Municipal do Porto 2025, MU.SA_Museu das Artes Sintra 2024; Centro de Artes de Águeda 2023; Fundação Eugénio de Almeida, Évora 2022; Galería Ángeles Baños, Badajoz 2022; Coleção Figueiredo Ribeiro, MIAA Abrantes 2021; Colégio das Artes, Coimbra 2020, Art Gate, Lisboa 2020; Colecção da FLAD Maat Central, Lisboa 2020; Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa 2018; The Drawing Center, Nova Iorque 2017. O trabalho está representado na Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), Coleção de Arte Portuguesa da Fundação EDP, Núcleo de Arte Contemporânea da Câmara Municipal de Lisboa, Coleção de Arte FLAD, Museo Ettore Fico Open Collection, e em coleções privadas como a coleção Teixeira De Freitas, José Carlos Santana Pinto e Jill and Peters Kraus.
Links:
https://www.instagram.com/consonniradziszewski/
https://www.galeriamadragoa.pt/artists/5767f7348cdc4d7957c721dd
https://www.fundacaoedp.pt/en/artist/sara-chang-yan
https://www.youtube.com/watch?v=7iDX-ptxKfQ
https://broteria.org/en/personalities/755-sara-chang-yan
Episódio gravado a 28.05.2026
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3 June 2026, 10:01 pm - 1 hour 16 minutesEpisódio 194 – “Recolectora de afectos” – Conversa com Ana Pérez-Quiroga
Ana Pérez-Quiroga é artista visual, cineasta e investigadora. O seu trabalho desenvolve-se entre desenho, escultura, instalação, performance, fotografia, filme e som, com um foco continuado nas relações entre quotidiano, objeto, arquivo, memória, pós-memória e pertença. A sua prática articula dimensões poéticas, políticas e conceptuais, explorando processos de repetição, classificação, deslocamento e acumulação. É Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2017), com a tese “Bréviário do Quotidiano #8”. Os regimes cumulativos do objeto e os seus determinantes, e Mestre em Artes Visuais – Intermédia pela Universidade de Évora, com a dissertação “Ana de Gonta Colaço – Escultora 1903-1954”. É atualmente Investigadora CEEC/FCT no CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística / IN2PAST, Universidade de Évora, com o projeto “Which house are you from?” – Memory, Collective- memory, Post-memory and the question of belonging”. O seu trabalho tem sido apresentado em diversas instituições e contextos nacionais e internacionais, em exposições individuais e coletivas, performances, conferências e ciclos de cinema. Em 2025 realizou o filme “¿De qué casa eres?”, apresentado em várias universidades nos Estados Unidos com apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). O trabalho de APQ encontra-se presente em diversas coleções: Museu Nacional de Arte Contemporânea; Coleção Ar.Co; Coleção Figueiredo Ribeiro; Coleção António Cachola; CML; Culturgest; Fundação EDP, Fundação PLMJ e CACE. A sua prática artística cruza-se com a investigação académica, desenvolvendo um campo transdisciplinar onde o arquivo pessoal e coletivo, os objetos do quotidiano, a memória histórica e as estratégias de reprodução e circulação de imagens assumem um papel central.
Links:
https://cecam.ulusofona.pt/eventos/ana-perez-quiroga-great-artists-on-campus-4
https://anaperezquirogahome.com/?Lang=EN
https://anabelamotaribeiro.pt/ana-perez-quiroga-223360
https://www.ramastudios.pt/ana-perez-quiroga
https://www.maat.pt/pt/exhibition/ana-perez-quiroga-apqhome-maat
https://appleton.pt/ana-perez-quiroga/
Episódio gravado a 22.05.2026
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25 May 2026, 5:53 pm - 45 minutes 50 secondsEpisódio 193 – “From Space Collectors to Space Zero” – Conversa com Paula Melâneo e Luca Martinucci
Paula Melâneo
É arquiteta (FA/UTL 1999) e MSc. Multimédia-Hipermédia (ENSBA/ENST Paris 2003). Dedica- se à edição, projetos culturais e exposições. Colabora com a imprensa internacional especializada em arquitetura. Integra a produtora cultural Space Collectors, onde é uma das responsáveis pela programação do seu espaço de galeria SPACE ZERO. Faz parte da redação do J—A Jornal Arquitectos, do qual foi co-autora e coordenadora do projeto editorial (2015- 2019). É membro da AICA – Associação Internacional de Críticos de Arte. Foi a curadora do projeto Artificialis: A Natureza das Imagens Latentes apresentado em Guimarães (DGArtes e Universidade do Minho, 2024-2025). Foi co curadora dos projetos: Paraíso, hoje. (Pavilhão de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025); Colecção Arquitectura Portuguesa na Democracia 2000-2024 (Casa da Arquitectura); investigação e exposição Almada: um Território em Seis Ecologias (Museu de Almada, 2020); Geração Z: práticas arquitectónicas portuguesas emergente, exposições e conferências (2009-2011). Em 2001 integrou a redação da arqa revista de arquitectura e arte, que coordenou entre 2010-2016. Integrou a Experimentadesign para quatro edições da Bienal de Design e Arquitetura (2011-2017) enquanto coordenadora editorial e editora, sendo a responsável pela edição de diversos livros e publicações.
Luca Martinucci
Nasceu em Bérgamo na Itália, é arquiteto formado pelo Politécnico de Milão e frequentou a Universidade Lusíada de Lisboa em 2002/2003 ao abrigo do programa Erasmus. Colaborou com diferentes arquitetos e ateliers de arquitetura, em Itália e Portugal. O seu percurso multidisciplinar e interesse na História da Arquitetura e da Arte, bem como na produção de imagem analógica e digital, levaram-no a fundar o 18—25 Research Studio em 2010, que hoje partilha com o arquiteto Filipe Alves e Paula Melâneo. Tem apresentado o trabalho do estúdio em diversas exposições, em Portugal e no estrangeiro, e em conferências em universidades portuguesas. Para além do trabalho desenvolvido no estúdio, Luca Martinucci foi co-curador de Paraíso, hoje. (Pavilhão de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025) e dirige a produtora cultural Space Collectors, onde é um dos responsáveis pela programação do seu espaço de galeria SPACE ZERO.
Links:
https://tigrepapel.pt/loja/ensaio/artificialis-a-natureza-das-imagens-latentes/
https://lab2pt.net/exhibitions/exposicao-artificialis-a-natureza-das-imagens-latentes-duplicate-1
Episódio gravado a 18.05.2026
Créditos introdução e final: David Maranha
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19 May 2026, 6:20 pm - 1 hour 11 minutesEpisódio 192 – “Fazer pensando e pensar fazendo” – Conversa com João de Sousa Cardoso
João Sousa Cardoso, também conhecido como João de Sousa Cardoso, é artista, ensaísta, curador e professor universitário. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre criação artística, pensamento crítico e investigação, articulando teatro, cinema, artes visuais e escrita.
Viveu 5 anos em Paris entre 2005 e 2010, onde concluiu o doutoramento em Ciências Sociais pela Universidade Paris Descartes (Sorbonne) enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, é mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. É membro associado do Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le Monde Lusophone, da Universidade de Paris Nanterre, onde leciona regularmente.
Enquanto artista, tem desenvolvido um percurso marcado pela relação com a literatura e pela criação em teatro e filme, que cruzam ensaio, ficção e performance. Encenou Sequências Narrativas Completas, a partir de Álvaro Lapa, no Teatro Nacional D. Maria II (2019), e A Ronda da Noite, a partir de Agustina Bessa-Luís, na Fundação Calouste Gulbenkian (2022). Em 2024, estreou o filme A Santa Joana dos Matadouros, a partir de Bertolt Brecht, na Cinemateca Portuguesa, expandindo a sua prática para o cinema e aprofundando a relação entre imagem, política e representação.
Como ensaísta, publicou TEATRO EXPANDIDO! (2016), Sequências Narrativas Completas e A Espanha das Espanhas(2020), mantendo uma escrita próxima das suas práticas artísticas. Colabora regularmente com a revista Contemporânea e com o jornal Público.
Na curadoria, tem desenvolvido projetos que cruzam arte, política e história, como o ciclo ABC da Guerra (Teatro Municipal São Luiz, 2025) e a exposição Nampula Macua Socialismo de Manuel Santos Maia (Galeria Quadrum, 2025), além de colaborações com instituições como Serralves, Batalha Centro de Cinema e Centro de Arte Oliva. Desde 2023, integra o Comité de Aquisições do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.
É Professor Associado na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde dirige, desde 2010, a Licenciatura em Comunicação Audiovisual e Multimédia. Foi Professor Convidado na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 2011 e 2020 e coordena o programa Great Artists on Campus na Universidade Lusófona em Lisboa desde Fevereiro de 2023 que tem, desde Fevereiro deste ano, uma extensão ao Porto numa parceria entre a Universidade e o Batalha Centro de Cinema.
Links:
https://cargocollective.com/joaosousacardoso
www.teatrosaoluiz.pt/espetaculo/abc-da-guerra/
www.ulusofona.pt/evento/great-artists-on-campus-5
https://www.publico.pt/autor/joao-sousa-cardoso
https://contemporanea.pt/edicoes/2025/entrevista-joao-sousa-cardoso
www.youtube.com/watch?v=Kjp0-yeLBdA
https://ajuntament.barcelona.cat/lavirreina/en/exhibitions/american-history/1005?t=3
Episódio gravado a 06.05.2026
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11 May 2026, 5:52 pm - 55 minutes 29 secondsEpisódio 191 – “O Paradoxo dos Gémeos” – Conversa com João Marçal
João Marçal nasceu em Santarém, em 1980.
Cresceu e viveu em Coruche até 1999. Nesse ano, mudou-se para o Porto, onde iniciou a licenciatura em Artes Plásticas, vertente Pintura, na Faculdade de Belas Artes, concluída em 2004. Ainda durante a sua formação, começou a expor o seu trabalho no contexto dos espaços geridos por artistas do Porto. A sua primeira exposição individual Oll Korrect, em 2003, no PêSSEGOpráSEMANA, foi o catalisador para uma sequência de oportunidades de exposição e determinante para a disseminação e desenvolvimento consistente da sua prática. Após uma estadia em Nova Iorque em 2017, no âmbito de uma residência artística apoiada pelo Atelier Júlio Pomar/EGEAG, mudou-se para Lisboa em 2018, cidade onde atualmente vive e trabalha.
O seu trabalho desenvolve-se sobretudo através da pintura, recorrendo pontualmente a outros meios como o desenho e a ilustração, o mural, a instalação, o som, o ready-made ou a cerâmica. Para o artista, a pintura é em si um instrumento dinâmico de reflexão, onde prática e teoria se cruzam de forma indistinta. Pintar implica sempre uma investigação simultaneamente visual, ótica, espacial, narrativa e simbólica, e conceptual, filosófica, histórica e cultural. A sua abordagem aproxima-se de uma compreensão de natureza fenomenológica, em que a pintura pode ser entendida como uma continuidade sensível com o sujeito.
O seu trabalho estabelece relações de equivalência e intersecção entre elementos do quotidiano banal, muitas vezes invisíveis pela sua própria irrelevância, e a dimensão mais “nobre” dos objetos-imagem no contexto artístico. Detalhes provenientes de transportes públicos, padrões de tecidos, design de embalagens, logótipos ou elementos arquitetónicos são deslocados do seu contexto original e reconfigurados nas suas obras. Estes elementos emergem de um arquivo mnemónico afetivo que, por vezes, se expande para um imaginário coletivo mais específico, sobretudo associado às décadas de 1980 e 1990, introduzindo assim um vetor temporal significativo no trabalho.
Os padrões assumem um papel central enquanto solução compositiva, na medida em que a repetição coerente das unidades sugere uma possibilidade de continuidade infinita, criando o paradoxo de inscrever a ideia de infinito dentro dos limites de uma imagem autónoma.
Links:
https://residencyunlimited.org/residencies/joao-marcal/
https://contemporanea.pt/edicoes/10-11-12/joao-marcal-oh-my-dog
https://galeriasmunicipais.pt/exposicoes/inner-8000er/
https://marcaldoscampos.bandcamp.com/album/nova-emo-o
https://soundcloud.com/marcal-dos-campos
https://zedosbois.org/en/programa/pizza-space-time/
Episódio gravado a 17.04.2026
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27 April 2026, 7:03 pm - 56 minutes 8 secondsEpisódio 190 – “messieurs-dames” – Conversa com Eva Mendes
Eva Mendes (Almada, 2000) é curadora, crítica e programadora de Artes Visuais. É fundadora e diretora do messieurs-dames, um espaço de exposições independente com um programa focado em práticas artísticas históricas e contemporâneas.
Desde 2025, o "messieurs-dames" é um espaço independente de exposições dirigido pela curadora e escritora Eva Mendes. Localizado num antigo apartamento no centro de Lisboa, o programa dedica-se a explorar afinidades subliminares entre práticas artísticas históricas e contemporâneas, algumas das quais são reveladas pela primeira vez. Com o objetivo de criar uma ligação mais forte entre diferentes abordagens artísticas, a programação anual alterna entre projetos de natureza arquivística e histórica, propostas de artes visuais e um mês dedicado a maratonas interdisciplinares.
Links:
https://www.messieurs-dames.com/
https://www.evamendeswriting.com/
Episódio gravado a 08.04.2026
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21 April 2026, 12:03 pm - 1 hour 24 minutesEpisódio 189 – “O impulso do invisível, a pausa, o toque, entre o Pátio e Arganil” – Conversa com Bernardo Chatillon
Bernardo Chatillon pretende imaginar novos mundos, colocando a hipótese de nos relacionarmos com os espaços que estão obstruídos, camuflados, ilegíveis, ignorados,invisíveis. Conviver com os corpos, as paisagens e os movimentos que estão presentes, mas não têm visibilidade, em articulação com o conceito de Pensamento Mágico aplicado à dimensão teatral. Estreou-se com os Artistas Unidos. Depois de completar o Chapitô integrou a Formação Intensiva Acompanhada no c.e.m e mais tarde a Escola Superior de Teatro e Cinema (Licenciatura Teatro / Actor). Entre 2012 e 2015 integrou o elenco da companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Em 2016 muda-se para Berlim onde colabora em diversos formatos e projectos através de práticas artísticas, encontros e espectáculos com diversos autores e figuras internacionais incontornáveis: Marc Lohr, Sigal Zouk, Mineralwasser Collective, André Uerba, Peter Pleyer, Stephanie Mahler, Jeremy Wade , Benoilt Lachambre, Keith Hennessy, Joy Mariana Smith, Meg Stuart, Sandra Noeth, Natasha A Kelly, CA. Conrad, Sigmar Zecarias, Diego Aguillo, Sophia New, Fernanda Eugenio entre outros e completa o mestrado Solo/Dance/Authorship (SODA) pela Inter-University Center for Dance Berlin (HZT/UDK). Recentemente, criou os espetáculos Reindeer Age #0 , Uferstudios Berlin (2019), Teatro DoBairro Alto (2020), Reindeer Age #1, O Espaço do Tempo (2021) e Appleton (2025) , O Fazer do Dizer , Centro Cultural de Belém (2022) , O que já cá está, Rua das Gaivotas 6 (2023), Calipso ou a experiência do possível, Cine -Teatro Avenida, Castelo Branco (2024). Em 2022 juntamente com Cláudia Teixeira e Fernanda Eugênio começa a dar forma à criação da questão-tema “políticas e práticas da amizade” para uma base de curadoria na programação do espaço Trust-Collective em Arganil. Em 2023 começou a lecionar na Escola Superior de Teatro e Cinema em Lisboa e entrou para a nova direção da associação R.I.Ju (Rancho Infantil e Juvenil de Coja) com o projeto Fôlego, onde ensina, programa, experimenta e convive.
Links:
https://bernardochatillon.hotglue.me/
https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=XGxrPHpa0bw
https://www.ccb.pt/evento/bernardo-chatillon/all/
https://artistasunidos.pt/bernardo-chatillon/
https://sapo.pt/artigo/bernardo-chatillon-apresenta-seco-em-castelo-branco-69c40908bf28b0049337fb85
https://www.oespacodotempo.pt/pt/residencias/bernardo-chatillon
https://glam-magazine.pt/bernardo-chatillon-no-tba-em-coapresentacao-com-o-ccb/
https://www.cm-arganil.pt/diretorio/rancho-infantil-juvenil-coja/
https://www.cm-arganil.pt/evento/politicas-e-praticas-da-amizade-dias-abertos-trust-collective/
https://trust-collective.org/en/
Episódio gravado a 02.04.2026
Créditos introdução e final: David Maranha
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11 April 2026, 8:17 pm - 36 minutes 19 secondsEpisódio 188 – “Build, Branch, Bind ” – Conversa com Robert Wiley
Desde 2009, a prática artística de Robert Christopher Wiley tem ganho forma através da unidade de investigação interdisciplinar VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT), dedicada a aproximar a prática artística da investigação científica. Nascido nos Estados Unidos, considera hoje Portugal como o seu país e a sua nacionalidade. O trabalho de Wiley envolve frequentemente o vidro — um material cuja complexidade técnica constitui um centro meditativo para grande parte da sua investigação criativa e conceptual. A sua prática atual é impulsionada não apenas pelos desafios materiais e científicos inerentes ao vidro, mas também por preocupações mais amplas da vida contemporânea, questionando hierarquias atuais de saber e de produção artística que moldarão o património cultural de amanhã.
Wiley é Doutorado em Artes Plásticas (Escultura) pela Universidade do Porto e possui também um MFA e um BFA em vidro pela Ohio State University. Na VICARTE, contribui como Professor Assistente Convidado e como investigador, participando em projetos que vão desde a arqueometria do vidro, a reconstrução histórica e a ciência da conservação, até à exploração de novos materiais à base de vidro desenvolvidos na unidade de investigação. O seu trabalho situa-se na interseção entre arte, ciência e materialidade, refletindo um interesse continuado na relação entre formas discursivas e não discursivas de conhecimento — aquilo que podemos raciocinar e articular versus aquilo que compreendemos através do fazer e da experiência incorporada.
A obra de Wiley foi exibida internacionalmente na Ásia, Europa e América do Norte. A sua produção artística e escrita estende-se a temas que envolvem subjetividade, cognição centrada no corpo e o valor pedagógico da prática criativa. A sua abordagem interdisciplinar informa naturalmente a sua exploração material e os seus processos experimentais, nos quais tanto o artesanato sofisticado como a recolha infantil detêm posições de igual importância. Meditativa, profundamente pessoal e, por vezes, enigmática, a sua prática procura perguntas em vez de tentar oferecer respostas.
Links:
https://www.dcr.fct.unl.pt/pessoas/professor-auxiliar-convidado/robert-wiley
https://www.researchgate.net/profile/Robert-Wiley-2
https://www.crafthub.eu/practitioner/robert-wiley/
https://www.agendalx.pt/events/event/robert-wiley/
Episódio gravado a 26.03.2026
Créditos introdução e final: David Maranha
http://www.appleton.pt
Mecenas Appleton:
HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection
Apoio:
Câmara Municipal de Lisboa
Financiamento:
República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes
© Appleton, todos os direitos reservados
27 March 2026, 1:28 am - 54 minutes 54 secondsEpisódio 187 – “Esse espaço intermédio” – Conversa com Cristina Ataíde
Cristina Ataíde, Viseu, 1951, vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Escultura pela ESBAL, Lisboa, frequentou o Curso de Design de Equipamento da mesma instituição.
Foi diretora de produção de Escultura e Design da MadeIn, fabrica de transformação de mármore em Alenquer de 1987 a 1996, onde trabalhou com vários artistas nacionais e estrangeiros e onde criou centenas de objetos de design em pedra e outros materiais. Fundadora (2005) do coletivo artístico Laboratório Terra que fez vários projetos expositivos em Portugal.
A sua obra, feita muitas vezes em viagem, é materializada em diversos suportes desde a escultura, o desenho, passando pela fotografia e vídeo. Trabalha com e na natureza com fascínio pela experimentação, deixando que os elementos naturais intervenham como coautores dos seus trabalhos e pesquisas. Preocupa-se com a sua preservação da natureza e sustentabilidade. A estética relacional está cada vez mais presente nas suas intervenções publicas, interagindo com as comunidades por onde expõe e viaja.
Foi distinguida com os diversos prémios, nas artes plásticas e no design e foi bolseira da SEC, Fundação C. Gulbenkian, FLAD e Fundação Oriente.
O seu trabalho está publicado em vários livros e catálogos e está representada em importantes coleções publicas e privadas como:
CAM, Lisboa; CACE, Coleção de Arte Contemporânea do Estado; Culturgest, Lisboa; MNAC, Lisboa; Fundação PLMJ, Lisboa; Fundação Victor e Maria da Graça Carmona e Costa; MAC-CCB, Lisboa; MACE, Coleção António Cachola, Elvas; Coleção MACAM, Lisboa; Coleção Berardo; Unión Fenosa, A Coruña, ES; Centre d’Art Contemporain d’Essaouira, MC; MACS, Sorocaba, Brasil; Museu Afro Brasil, São Paulo; MAMAM, Recife.
Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro destacando: MNAC, Lisboa; Museu Coleção Berardo, CCB, Lisboa; CAM, Lisboa; Culturgest, Lisboa; Museu Soares dos Reis, Porto; Museu de Serralves, Porto; MIEC, Sto Tirso; MAMAM, Recife; Museu Afro Brasil, São Paulo; Fiep, Curitiba; Mosteiro de S. Bento, São Paulo; Centro de Arte Caja de Burgos; CentroCentro, Palácio Cibeles, Madrid; Faro de Cabo Mayor, Santander; Alcobendas, Madrid; MEIAC, Badajoz; Sala de las Atarazanas, Valencia; Glyndor Gallery, Wave Hill, New York; CCE, Miami; The Shed Space, Brooklyn, USA; Museu Azabu Kogei Kan, Tóquio; Museum Center, Baku, AZ; Moravian Museum, Brno, CR; Interno 14, Roma; Kunsttempel, Kassel.
Links:
https://www.cristinataide.com/
https://contemporanea.pt/edicoes/07-08-09-2021/cristina-ataide-dar-corpo-ao-vazio
https://www.youtube.com/watch?v=Vh8a8c1ibUQ
https://www.youtube.com/watch?v=iRIiv2qLa5U
Episódio gravado a 13.03.2026
Créditos introdução e final: David Maranha
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19 March 2026, 5:39 pm - More Episodes? Get the App