• 2 hours 12 minutes
    Cristina Ovídio: "Comove-me a gentileza sem palco."

    A nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton.

    Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.

    Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz.

    Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.

    Poemas:

    Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feito

    Quase . Mário de Sá-Carneiro

    Ruy Belo – E tudo era possível

    Adélia Prado – Amor Feinho

    Cesário Verde- Contrariedades

    Adília Lopes, Só gosto das pessoas boas

    António Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofim

    Bernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mim

    Federico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.

    William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamento

    Alexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do Medo

    Maria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abraces

    Sophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – Beja

    Matsuo Bashô, Quero ainda ver


    Quando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.

    5 June 2026, 5:00 am
  • 8 minutes 10 seconds
    Patrícia Baltazar: RÉ (Obra Reunida)

    A poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos.

    Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo.

    Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos.

    De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.


    1 June 2026, 5:00 am
  • 1 hour 10 minutes
    Maria Luiza Jobim: "“A minha experiência é que música e a arte estavam lá e eu cheguei depois. Então, não foi a música que chegou até mim.”

    Maria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast.

    A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar.

    A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa.


    Poemas:

    Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier

    Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho

    Allen Ginsberg , My Sad Self

    Quedei em altas , Ana Paula Vulcão

    Caçada , Ana Martins Marques

    29 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 2 minutes
    Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações."

    Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.

    Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.

    O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão.

    O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024.

    Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.

    22 May 2026, 5:00 am
  • 10 minutes 26 seconds
    Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte

    Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.

    Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.

    Livros:

    Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição Alfaguara

    Rilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição Quasi

    António José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona

    18 May 2026, 5:00 am
  • 2 hours 2 minutes
    Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro."

    Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.

    Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização.

    De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores.

    Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum.

    Poemas

    Luís de Camões – Amor é fogo que arde sem se ver

    Mário Cesariny – Autografia

    Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro

    Mário Cesariny –You are welcome to Elsinore

    Valter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos

    15 May 2026, 5:00 am
  • 5 minutes 21 seconds
    Começar a semana com poesia: Ricardo Reis/Fernando Pessoa

    Ricardo Reis é um dos 3 principais heterónimos de Fernando Pessoa, e são dele os 3 poemas que vos leio para começar(mos) a semana com poesia. São belíssimos.

    Bom dia!

    11 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 7 minutes
    Afonso Borges: "O lugar da leitura tornou-se o meu lugar de residência."

    Afonso Borges é programador cultural, jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962.

    Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco.

    Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta.

    Poemas:

    "A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade

    "Breve Elegia", Mário Faustino 

    "Chega um dia", Thiago de Mello

    "Poema sujo", Ferreira Gullar

    "Que país é este?", Affonso Romano de Santanna

    8 May 2026, 5:00 am
  • 4 minutes 46 seconds
    Dia da Mãe: poema de Jorge Sousa Braga lido por Raquel Marinho

    Para assinalar o Dia da Mãe, Raquel Marinho lê o poema Diário de Bordo, de Jorge Sousa Braga, publicado no livro O Poeta Nu, edição Assírio & Alvim.

    É um diário, como o nome indica, do que pode ser a viagem do bebé dentro da barriga da mãe.


    3 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 7 minutes
    Eduardo Quive:"Eu acho que estou a fazer livros, mas o que eu gosto mais é de jornais."

    Eduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro.


    Poemas:

    Conceição Lima, Quando o Luar

    Noémia de Sousa, Poesia, não venhas!

     Hirondina Joshua, Os ângulos da casa

    1 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 38 seconds
    Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes

    "Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."

    No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente.

    O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo.

    Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.

    24 April 2026, 5:00 am
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