• 47 minutes 3 seconds
    Leituras com Pedro Mexia: Lydia Davis, Susan Sontag e John Berger

    Na rubrica Leituras com Pedro Mexia deste mês Pedro Mexia traz-nos dois livros: Quando me Perguntam Porque Escrevo, de Lýdia Davis, com tradução de Maria do Carmo Figueira e edição Zigurate, e Contar uma História, de Susan Sontag e John Berger, com edição de Benoit Bourreau, tradução de Alda Rodrigues e edição Relógio D' Água.

    Duas propostas distintas que, no entanto, dialogam.

    Como costuma acontecer, várias outras referências aparecem na conversa. Por exemplo, Mary McCarthy, Thomas Mann, Raymond Carver, Gore Vidal, NormanMailer, Wallace Stevens, Samuel Beckett, James Joyce, Seamus Heaney, FrançoisVillon, John Ashbery, Raymond Carver, Dante Alighieri, Karl Ove Knausgård, Knut Hamsun, Gustave Flaubert ou Herman Melville.

    30 June 2026, 5:00 am
  • 1 hour 43 minutes
    António Pinto Ribeiro: ". Eu acho que a poesia é necessária à vida. Não se pode viver sem poesia, como não se pode viver sem uma boa alimentação, como não se pode viver sem passear. "

    O pretexto para esta conversa é o livro recentemente editado O Poder da Cultura, Questões Permanentes, edição Temas e Debates.

    António Pinto Ribeiro guia-nos por algumas dessas questões e reflexões que atravessam o livro, mas também por parte da sua biografia, da sua relação com a arte, com o conhecimento, a Filosofia ou a poesia, que também está presente neste livro.

    Ficamos a saber, por exemplo, que ainda na adolescência organizou um recital de poesia na região do Douro, onde passava as férias grandes; ou que escolheu estudar Filosofia porque "tinha de ser".

    Poemas:

    Luís de Camões, Pode um desejo imenso

    Carlos Drummond de Andrade, A bunda, que engraçada

    Ana Luísa Amaral, Pequeno Épico

    António Cícero, Guardar

    Daniel Jonas, O universo é grande

    Daniel Jonas, Como mercúrio em frente ao sol



    27 June 2026, 10:42 am
  • 1 hour 15 minutes
    Camila Sosa Villada: "O livro fala sobre mim, sobre a minha história, e marca uma diferença enorme sobre a legitimidade da minha existência, como escritora mesmo."

    Acaba de chegar às livrarias A Viagem Inútil, o primeiro livro publicado pela autora argentina Camila Sosa Villada, e o terceiro a estar disponível para os leitores portugueses.

    É um livro que acompanha a sua biografia, a sua infância e adolescência. A aprendizagem precoce das letras do alfabeto com o pai, o bom desempenho escolar e as primeiras decepções e traições dos colegas; a descoberta da leitura como lugar de refúgio e de descoberta, e depois a experiência da escrita, o exercício da escrita que, como a autora nos conta ao longo da conversa, não salva.

    Começou por publicar poesia, depois ensaio e ficção, e hoje é lida em muitos países e está traduzida para muitas línguas.

    Ao longo desta conversa em que também atravessamos a sua biografia, ouvimo-la e vemo-la emocionar-se a dizer poesia de cor, ou a falar da angústia que continua a acompanhá-la até aos dias de hoje.

    Oferece-nos também a leitura de um poema seu, inédito e não publicado, e é um dos momentos mais bonitos e delicados do podcast.

    Trouxe ainda duas referências: Anna Carson e Estela Figueroa.

    21 June 2026, 9:13 am
  • 40 minutes 17 seconds
    Siri Hustvedt: "Seguimos as formas da vida, mantemos os rituais, porque isso nos oferece uma estrutura e um andaime para saber como viver. E nesses meses, eu precisava dessa estrutura"

    A escritora Siri Hustvedt escreveu um livro que é uma homenagem a Paul Auster, o também escritor e marido com quem partilhou a vida durante 43 anos.

    Chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição Dom Quixote.

    Ao lê-lo, acompanhamos um processo de luto, mas também um trabalho de memória, reflexões, cartas trocadas entre ambos, a doença de Paul Auster, as cartas que o escritor escreveu ano neto acabado de nascer, quando sabia que viveria poucos meses; o enamoramento inicial entre ambos, o dia em que se conheceram em 1981. Uma história de amor e de perda.

    Sobre tudo isso conversamos neste podcast.

    19 June 2026, 5:00 am
  • 1 hour 44 minutes
    Sara Duarte Brandão: "A Adília Lopes ensinou-me que a poesia vivia também em minha casa, vivia nas pessoas que eu conhecia, que era possível qualquer pessoa escrever um poema, ser um poema."

    "A poesia serve para sermos humanos, para sermos só alma. Para não sermos aquilo que fazemos. Para quando me perguntam o que é que eu sou, eu não responder com aquilo que eu estudei e aquilo que eu faço, mas responder comos sussurros das montanhas."

    Sara Duarte Brandão nasceu no Porto. em 1997. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT.

    Escreve poesia e ficção, e os seus livros já lhe granjearam alguns prémios literários. O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). Foi a vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».

    Poemas:

    — “Aprendizagens”, Ana Luísa Amaral;

    — “outros amaram em mim a mulher”, Mar Becker; 

    — “XXXVII”, Maria da Graça Varella Cid;

    — “Não somos desses que vão pelo caminho é antes ocaminho”, Adonis;

    — “Mulher-Bordadora”, Maria Teresa Horta;

    — “3.”, Vasco Gato;

    — “13”, Alejandra Pizarnik;

    — “81”, António Reis;

    — “Sara”, Daniel Faria;

    — “ir indo”, Joaquim Castro Caldas.

    12 June 2026, 5:00 am
  • 2 hours 12 minutes
    Cristina Ovídio: "Comove-me a gentileza sem palco."

    A nossa convidada de hoje é a mais nova de 4 irmãos, e cresceu numa casa onde tanto havia lugar a conversas sobre ciência, brincadeiras de fazer haikus com o pai, dar explicações a crianças desfavorecidas para aprender a solidariedade, pertencer a um clube de aventuras a imitar os da Enid Blyton.

    Cristina Ovídio é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas com uma pós-graduação em Multimédia, foi professora do ensino secundário, coordenadora editorial da Oficina do Livro, trabalhou como editora-executiva naPlaneta e na Clube do Autor, e moderou o programa “Original é a Cultura”, uma parceria SPA e SIC, com a escritora Dulce Maria Cardoso, o físico Carlos Fiolhais e o musicólogo Rui Vieira Nery.

    Em 2017, abriu a livraria-bar Menina e Moça, em Lisboa, noCais do Sodré e é lá que leva a cabo várias atividades relacionadas com o livro e com a cultura. O clube de leitura é um exemplo, mas também conversas com autores, leituras de poesia e até, numa base regular, concertos de jazz.

    Nesta conversa atravessamos a sua biografia, os seus gostos, as suas influências, as suas memórias, o seu propósito.

    Poemas:

    Fernando Pessoa, Nesse número do Orpheu que há-deser feito

    Quase . Mário de Sá-Carneiro

    Ruy Belo – E tudo era possível

    Adélia Prado – Amor Feinho

    Cesário Verde- Contrariedades

    Adília Lopes, Só gosto das pessoas boas

    António Franco Alexandre, Na lista dos teus fins venho nofim

    Bernardim Ribeiro, Antre mim mesmo e mim

    Federico García Lorca, Mamã. Eu quero ser de prata.

    William Shakespeare, Soneto 30 (tradução de Vasco GraçaMoura), Quando em meu mudo e doce pensamento

    Alexandre O’ Neill, O Poema Pouco Original do Medo

    Maria do Rosário Pedreira, Se partires, não me abraces

    Sophia de Mello Breyner Andresen, Soror Mariana – Beja

    Matsuo Bashô, Quero ainda ver


    Quando era pequena ouvia poemas ditos de cor pelo seupai, António Manuel Baptista, físico, escritor, professor e divulgador deciência, mas também um grande leitor de poesia.

    5 June 2026, 5:00 am
  • 8 minutes 10 seconds
    Patrícia Baltazar: RÉ (Obra Reunida)

    A poeta Patrícia Baltazar deixou-nos prematuramente em 2019, com apenas 41 anos.

    Os seus poemas tinham as edições em livro esgotadas há muito tempo.

    Agora, a editora Do Lado Esquerdo acaba de publicar a sua obra completa num livro chamado RÉ, que reúne não apenas os 4 livros da autora como alguns dispersos e inéditos.

    De sublinhar a beleza e a sensibilidade da introdução deste volume, da autoria da filha da Patrícia, Rita Baptista. Também a ilustração do rosto de Patrícia, da autoria de Hugo Baptista, que reproduzimos na capa deste episódio.


    1 June 2026, 5:00 am
  • 1 hour 10 minutes
    Maria Luiza Jobim: "“A minha experiência é que música e a arte estavam lá e eu cheguei depois. Então, não foi a música que chegou até mim.”

    Maria Luiza Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 1986 mas foi viver para Nova Iorque ainda bebé onde esteve até aos 4 anos. Filha de António Carlos Jobim, cresceu numa casa com música e músicos, ensaios que viravam palco. Demorou a decidir-se a assumir a sua voz musical, mas quando o fez estreou-se com um disco que, precisamente, homenageia essa infância. Casa Branca era também o nome da sua casa de infância, e sobre isso também falamos no podcast.

    A primeira vez que visitou Portugal foi para acompanhar o pai, quando Tom Jobim veio tocar ao Mosteiro dos Jerónimos, na década de 90. Mais tarde, a mãe comprou uma casa no Estoril, e também por causa disso a sua relação com o nosso país é próxima há muito tempo. O ano passado mudou-se com a filha, e decidiu ficar.

    A família, a infância, o legado e as memórias do pai, a decisão de abandonar a arquitetura para se dedicar apenas à música, a carreira, a relação com Lisboa, são alguns dos temas que atravessam esta conversa.


    Poemas:

    Trecho de “Ligue os Pontos” Gregório Duvivier

    Trecho “Fevereiro”, Matilde Campilho

    Allen Ginsberg , My Sad Self

    Quedei em altas , Ana Paula Vulcão

    Caçada , Ana Martins Marques

    29 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 2 minutes
    Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações."

    Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.

    Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.

    O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão.

    O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024.

    Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.

    22 May 2026, 5:00 am
  • 10 minutes 26 seconds
    Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte

    Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.

    Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.

    Livros:

    Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição Alfaguara

    Rilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição Quasi

    António José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona

    18 May 2026, 5:00 am
  • 2 hours 2 minutes
    Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro."

    Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.

    Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização.

    De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores.

    Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum.

    Poemas

    Luís de Camões – Amor é fogo que arde sem se ver

    Mário Cesariny – Autografia

    Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro

    Mário Cesariny –You are welcome to Elsinore

    Valter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos

    15 May 2026, 5:00 am
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