• 1 hour 2 minutes
    Leituras com Pedro Mexia: "O livro chama-se Velas de Ignição porque realmente há qualquer coisa que se vai acendendo nos poemas. Uma ideia, uma imagem, uma mistura de sensações."

    Durs Grünbein e Siri Hustvedt são os dois autores escolhidos por Pedro Mexia para a rubrica de sugestões de leitura deste mês.

    Ele, poeta alemão, considerado um dos nomes maiores da poesia alemã contemporânea; ela, escritora norte-americana e viúva do escritor Paul Auster, que morreu em Abril de 2004.

    O livro de Durs Grünbein que destacamos chama-se Velas de Ignição, tem tradução de Maria Teresa Dias Furtado e edição Edições do Saguão.

    O livro de Siri Hustvedt chama-se Fantasmas, Um Livro de Memórias, tem tradução de Tânia Ganho e edição D. Quixote. É um livro de memórias, mas também um livro sobre o luto, que inclui reflexões, cartas, entradas de diário, notas biográficas, de uma mulher que viveu com Paul Auster durante 43 anos e que, como nos conta, precisou de escrever este livro no processo de luto pelo marido, desaparecido em 2024.

    Como costuma acontecer, outros autores surgem na conversa com Pedro Mexia. Por exemplo, Hans Magnus Enzensberger, Paul Celan, Bertolt Brecht, Gottfried Benn, Vasco GraçaMoura, Friedrich Hölderlin, Rainer Maria Rilke, Franz Kafka, Wallace Stevens, T.S. Eliot, E.E.Cummings, Herberto Helder, Joan Didion, C. S. Lewis, Jenny Erpenbeck ou Lydia Davis.

    22 May 2026, 5:00 am
  • 10 minutes 26 seconds
    Começar a semana com poesia: Bukowski, Rilke e António José Forte

    Três leituras sobre a arte de escrever para começar a semana.

    Charles Bukowski, Rainer Maria Rilke e António José Forte.

    Livros:

    Bukowski: Os Cães Ladram Facas, tradução de Rosalina Marshall, edição Alfaguara

    Rilke: Cartas a um Jovem Poeta, tradução de Isabel Castro Silva, edição Quasi

    António José Forte, Uma Faca nos Dentes, edição Antígona

    18 May 2026, 5:00 am
  • 2 hours 2 minutes
    Miguel Gonçalves Mendes:"A poesia serve de plataforma de empatia para nós ocuparmos o lugar do outro."

    Miguel Gonçalves Mendes é um dos realizadores portugueses mais reconhecidos pelo seu trabalho dentro e fora de portas, e para isso muito contribuíram os filmes que fez com Mário Cesariny, José Saramago e Pilar del Rio ou Eduardo Lourenço.

    Daqui a poucas semanas estreia mais um dos seus documentários, desta vez com o escritor Valter Hugo Mãe, que Miguel acompanhou ao longo de vários anos e em distintas geografias, enquanto era escrito o livro A Desumanização.

    De Lugar Nenhum é o pretexto para conhecermos melhor Miguel Gonçalves Mendes através dos seus filmes, mas também dos seus livros e dos seus autores.

    Ficamos a saber, por exemplo, que mantém um diários desde os 6 anos; que tem medo de voar, mas ainda assim o faz; que se comove com os livros e com os filmes, e que acredita que quem não chora com os livros 'não está a ler bem', que só faz documentários sobre pessoas que admira, e que está há 10 anos a procurar o sentido da vida através de um projeto que inclui vários filmes, onde se inclui este De Lugar Nenhum.

    Poemas

    Luís de Camões – Amor é fogo que arde sem se ver

    Mário Cesariny – Autografia

    Mário Cesariny – Em todas as ruas te encontro

    Mário Cesariny –You are welcome to Elsinore

    Valter Hugo Mãe – Venho para te cortar os dedos

    15 May 2026, 5:00 am
  • 5 minutes 21 seconds
    Começar a semana com poesia: Ricardo Reis/Fernando Pessoa

    Ricardo Reis é um dos 3 principais heterónimos de Fernando Pessoa, e são dele os 3 poemas que vos leio para começar(mos) a semana com poesia. São belíssimos.

    Bom dia!

    11 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 7 minutes
    Afonso Borges: "O lugar da leitura tornou-se o meu lugar de residência."

    Afonso Borges é programador cultural, jornalista, escritor, poeta, nascido em Belo Horizonte, em 1962.

    Criou o projeto Sempre um Papo há 40 anos - um festival literário em Belo Horizonte, por onde passaram e passam muitos autores brasileiros, mas também portugueses. Intimamente ligado à leitura, acredita na possibilidade de transformação através dos livros, mas também dos encontros, e partilha algumas dessas histórias connosco.

    Esteve em Portugal para lançar o livro Noites Brancas pela editora Nós, um dos temas da conversa no podcast para onde, como costuma acontecer, trouxe alguns dos poemas de que mais gosta.

    Poemas:

    "A Máquina do Mundo", Carlos Drummond de Andrade

    "Breve Elegia", Mário Faustino 

    "Chega um dia", Thiago de Mello

    "Poema sujo", Ferreira Gullar

    "Que país é este?", Affonso Romano de Santanna

    8 May 2026, 5:00 am
  • 4 minutes 46 seconds
    Dia da Mãe: poema de Jorge Sousa Braga lido por Raquel Marinho

    Para assinalar o Dia da Mãe, Raquel Marinho lê o poema Diário de Bordo, de Jorge Sousa Braga, publicado no livro O Poeta Nu, edição Assírio & Alvim.

    É um diário, como o nome indica, do que pode ser a viagem do bebé dentro da barriga da mãe.


    3 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 7 minutes
    Eduardo Quive:"Eu acho que estou a fazer livros, mas o que eu gosto mais é de jornais."

    Eduardo Quive em 1991, na cidade da Matola, província de Maputo, em Moçambique. É escritor e jornalista, e também curador e produtor de eventos literários, çevando a cabo, por exemplo, oficinas de escrita e leitura em colaboração com várias instituições e organizaçõesComeçou por publicar poesia e contos, e acaba de se estrear no romance com o livro A Cor da Tua Sombra, em Portugal editado pela Desmuro.


    Poemas:

    Conceição Lima, Quando o Luar

    Noémia de Sousa, Poesia, não venhas!

     Hirondina Joshua, Os ângulos da casa

    1 May 2026, 5:00 am
  • 1 hour 38 seconds
    Leituras com Pedro Mexia: Ariana Harwicz e António Lobo Antunes

    "Tudo isto é muito violento e assustador. Ela escreve sobrerelações que são, à partida, da ordem do afecto entre homens e mulheres, pais e filhos, mas não reprime nada."

    No episódio deste mês, que estreia na véspera do 25 de Abril, Pedro Mexia destaca o livro Fado Alexandrino de António Lobo Antunes, considerado um dos grandes romances sobre a revolução de 1974. Naturalmente, são também referidos outros livros do escritor que nos deixou recentemente.

    O segundo destaque vai para a escritora argentina Ariana Harwicz, e o seu mais recente livro publicado em Portugal pela Elsine, Perder o Juízo.

    Como costuma acontecer, muitos outros autores são referidos ou lembrados durante a conversa. Por exemplo, Almeida Faria, José Cardoso Pires, Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Louis-Ferdinand Céline, William Faulkner, Bruno Vieira Amaral, Michel Houellebecq, Eduarda Dionísio, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Fernando Pessoa, Ruy Belo, Samanta Schweblin, Mariana Enríquez, Ruben A. ou Júlio Cortázar.

    24 April 2026, 5:00 am
  • 1 hour 51 minutes
    Rosa Azevedo: "Comove-me muito a literatura. Quando há um momento em que tu dizes ‘eu nunca tinha pensado nisto desta forma’, e isso comove-me imenso."

    É uma das caras da Snob, uma livraria independente de Lisboa, que publica livros fora do mainstream e do circuito comercial, e também muita poesia.

    É agente cultural, organizadora de ciclos, cursos ou conferências sobre os mais variados temas literários, livreira, leitora e mãe.

    Formou-se na área das letras, não porque quisesse ser professora ou trabalhar numa área específica, mas porque queria ler.

    Com os pais e os avós conheceu os clássicos, mas cedo se aventurou nos autores a que viria a chamar seus.

    Gosta muito da ideia de dar a conhecer autores e livros a novos leitores, mostrar-lhes coisas que ainda não conhecem: "tens de ir habituando as pessoas a gostar do desconhecido. Eisso é um risco, mas também é um gosto."


    17 April 2026, 5:00 am
  • 1 hour 30 minutes
    Rita Redshoes: "A minha identidade foi construída com a música, eu acho que falava muito melhor com a música do que por palavras."

    Cantora, compositora, instrumentista, produtora e letrista, Rita Redshoes começou por integrar uma banda ainda adolescente enquanto baterista, e só mais tarde descobriu que sabia cantar. Estudou música e psicologia, vive no campo com 3 gatos e 3 galinhas, e acaba de lançar o primeiro single do seu novo álbum. Chama-se 'A Tua Trança', tem letra de Márcia, e é uma homenagem às mulheres.

    É mãe da Rosa, com quem descobriu outras dimensões, não apenas de ser humana, mas também de ser artista, e também sobre isso conversamos neste episódio, que acolhe as escolhas poéticas da Rita para através delas a conhecermos melhor.


    Poemas:

    Adília Lopes, Bichos

    Filipa Leal, Apocalipse Now

    Sérgio Vaz, Acho que a gente perdeu a voz

    Pedro Mexia, Eu Amo

    Manuel António Pina, As Vozes

    Cecília Meireles, Apresentação

    Raquel Serejo Martins, Sinto-me enjoada do mundo

    Natália Correia, O sonho e a vida

    10 April 2026, 5:00 am
  • 2 hours 14 minutes
    Ricardo Marques: "Eu acho que há duas palavras na minha vida: intertextual e antologia."

    Ricardo Marques é poeta, antologiador, investigador, e tradutor. Traduziu para português, entre dezenas de outros poetas, Anne Carson, Billy Collins e Patti Smith.

    Nasceu em Sintra, em 1983, e viveu até aos 23 anos entre o subúrbio de Sintra e a zona de Abrantes, de onde vem a família materna e parte da família paterna.

    Doutorado em Estudos Portugueses pela FCSH-UNL (2010), onde desenvolveu pós-doutoramento no IELT sobre revistas literárias do Modernismo (2015-21).


    De entre alguns ensaios publicados, destaca-se o volume Tradição e Vanguarda: As Revistas Literárias do Modernismo Português (1910-1926), ed. Biblioteca Nacional de Portugal (2020), bem como a antologia de poesia portuguesa contemporânea Já não dá para ser moderno: seis poetas de agora, ed. Flan de Tal (2021).

    Prosa: Maria Gabriela Llansol - Finita 

    Poemas:

    Konstantinos Kavafis - dias de 1901/ veio ficar/ Recorda corpo LIVRE CURTO

    Theodore Roethke - The Waking VILLANELLE

    Dylan Thomas - Elegy ELEGIA

    Peter Handke – Poema à duração POEMA ENSAIO

    Meendinho - Sediam’eu na ermida de San simion CANTIGA

    Camões - Esparsa ao desconcerto do mundo ESPARSA

    Francisco Rodrigues Lobo - ‘Como passarei eu sem

    3 April 2026, 5:00 am
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