Rádio Escafandro

Tomás Chiaverini

Em cada episódio, uma investigação jornalística. Com uma hora de duração, os episódios são um mosaico de entrevistas inéditas, gravações em campo e áudios de arquivo, costurados pela narração do jornalista Tomás Chiaverini. Os temas são os mais variados e a abordagem é sempre profunda, irreverente e inusitada.

  • 1 hour 6 minutes
    #156 – Sociedade tarja preta: O mundo lá fora

    Na segunda e última parte do mergulho na crise planetária de saúde mental, seguimos em busca de respostas pra uma das grandes perguntas do nosso tempo: vivemos uma epidemia de sofrimento psíquico, ou de drogas psicoativas para combater esse sofrimento.

    Neste episódio, além de trazer mais motivos para o excesso de medicalização, o foco se volta também para os fatores sociais, culturais, econômicos  e ambientais que têm impactado nossa saúde mental.

    Mergulhe mais fundo

    O que os psiquiatras não te contam (link para compra)

    A institucionalização Invisível: Crianças que não aprendem na escola (link para compra)

    Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (link para compra)

    A epidemia de doença mental – Revista Piauí

    Episódios relacionados

    #59: Sonhos de zolpidem

    #62: Não sou mais o Pedro – Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia 

    #63: Não sou mais o Pedro – Capítulo 2: Internação

    #137: Os segredos psicodélicos da Jurema Sagrada

    Entrevistados do episódio

    Juliana Belo Diniz

    Psiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de “O que os psiquiatras não te contam” (Fósforo Editora).

    Maria Aparecida Affonso Moysés

    Médica pediatra, professora  da Faculdade de Ciências Médicas Unicamp, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Aprendizagem, Desenvolvimento e Direitos, da Unicamp, autora do livro A institucionalização invisível: crianças que não aprendem na escola. É militante do Despatologiza – Movimento pela Despatologização da Vida.

    Dayana Rosa 

    Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

    Ficha técnica

    Edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama.

    Locução adicional: Priscila Pastre.

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

    17 March 2026, 3:01 am
  • 51 minutes 13 seconds
    #155 – Sociedade tarja preta: A resposta química

    Em 2017, a Organização Mundial da Saúde declarou que a depressão é a maior causa de invalidez no mundo Atualmente mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental ao redor do planeta. Uma em cada oito pessoas. Ou 12,5% da população mundial. Essa prevalência é maior entre crianças e adolescentes e varia de acordo com o país. Os brasileiros, por exemplo, parecem sofrer mais com os males da mente do que a média global.

    O estudo mais recente produzido em âmbito nacional, sintomaticamente, não foi produzido pelo ministério da saúde, mas pelo ministério da previdência social. Afinal, pessoas com transtorno mentais costumam faltar ao trabalho. São menos produtivas.

    A pesquisa mostra que em 2024, houve quase meio milhão de afastamentos por motivos relacionados à mente, sendo que ansiedade e depressão são os principais problemas. Esse número representa um aumento de quase 70% em dez anos.

    Em paralelo, a gente tem um aumento vertiginoso na prescrição de drogas psicoativas. Segundo uma pesquisa feita pelo instituto de estudos para políticas de saúde, o IEPS, usando dados do Sistema Único de Saúde, a prescrição de drogas para tratar saúde mental aumentou 50% em uma década.

    Diante disso, esse episódio tenta responder a uma pergunta inquietante: estamos vivendo uma epidemia de depressão, ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais; ou uma epidemia de drogas psicoativas receitadas com base em diagnósticos relapsos e apressados?

    10 March 2026, 3:01 am
  • 1 hour 10 minutes
    #154 – Hoje é dia de gospel, bebê

    De acordo com o Censo de 2022, um a cada quatro brasileiros é evangélico. Durante os anos 1980, porém, essa situação era bem diferente. Só 6% da população se dizia evangélica, e poucas coisas eram consideradas mais caretas pela geração jovem e roqueira do que “ser crente”. 

    Isso começou a mudar em 1989, quando uma igreja decidiu apostar no rock como uma estratégia inovadora de evangelização. Sob forte influência da cultura evangélica norte-americana, a Igreja Renascer em Cristo revolucionou a música religiosa brasileira e introduziu uma nova palavra no vocabulário fonográfico: gospel. 

    Levantamentos especializados apontam que a música gospel representa 20% do mercado fonográfico nacional. E esse mercado consumidor, de mais de 47 milhões de pessoas, começou a ser construído quando um jovem músico baiano e um ex-figurão da publicidade da TV Globo ajudaram a emplacar uma banda de rock gospel.

    O episódio 154 de Escafandro mergulha na história da música gospel, conta como esse gênero musical dominou o Brasil, e como isso ajudou a religião evangélica a se espalhar por todo o país. 

    Mergulhe mais fundo

    Discípulos, o novo podcast da Rádio Guarda-Chuva

    Discoteca Básica

    Episódios relacionados

    #124: Os falsos gringos

    Entrevistados do episódio

    Antonio Abbud

    Publicitário e bispo da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

    Paulinho Makuko

    Músico. Baterista e vocalista da banda Katsbarnea. 

    Ricardo Alexandre

    Jornalista, escritor, documentarista, e roteirista do programa Conversa com Bial, da TV Globo. Autor de “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”. Apresentador do podcast Discoteca Básica. 

    Ficha técnica

    Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

    24 February 2026, 3:01 am
  • 1 hour 4 minutes
    #153 – Paraná pela segregação

    Em março de 2025, pais de crianças com síndrome de Down ajuizaram uma ação no Supremo Tribunal Federal contra duas leis do estado do Paraná. Eles diziam que as leis estaduais criavam um ambiente segregado na educação das pessoas com deficiência, que isso batia de frente com o que está escrito na Constituição. E que iam na contramão do que estava sendo feito no restante do mundo em termos de educação de pessoas com deficiência.

    No alvo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down estava uma das entidades mais conhecidas e respeitadas quando se fala em pessoas com deficiência. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

    A associação foi beneficiada pelas leis do Paraná, que davam a ela e a instituições semelhantes o mesmo status de escola, e facilitava a transferência de recursos federais. No embate entre segregação e inclusão gerado pela ADI 7796, as Apaes se posicionaram pela segregação. Elas inclusive atuaram em prol de um decreto do governo Bolsonaro que possibilitaria replicar, no restante do país, o modelo do Paraná.

    O episódio 153 de Escafandro mergulha fundo nesse embate jurídico e tenta entender que interesses estão por trás das leis paranaenses que vão contra o consenso mundial quando se fala em educação de pessoas com deficiência.

    Mergulhe mais fundo

    A nova velha Política Nacional de Educação Especial de 2020: distorcer para retroceder

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    #68: Lindinês e a década das cotas

    #94: O professor, a fanfarra e o pé de manga

    Entrevistados do episódio

    Meire Cavalcante

    Jornalista, pedagoga, mestra e doutora em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Caio Silva

    Advogado, professor, membro do comitê jurídico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) e coordenador da diretoria da pessoa com deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro.

    Liana Lopes Bassi

    Doutora em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Presidente da Federação Paranaense das Associações de Síndrome de Down (FEPASD).

    Jarbas Feldner de Barros

    Professor e presidente da Federação Nacional das Apaes (Fenapaes).

    Flávio Arns

    Senador da República. Ex-secretário de educação do estado do Paraná.

    Cléo Bohn

    Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD).

    Ficha técnica

    Produção, reportagem e edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

    10 February 2026, 3:01 am
  • 1 hour 18 minutes
    #152 – Na encruzilhada das terras raras

    Como duas empresas australianas desconhecidas estão atropelando passos importantes em processos de licenciamento ambiental para lucrar bilhões com a mineração de terras raras no sul de Minas Gerais.

    Caldas e Poços de Caldas, duas cidades do sul de Minas, se tornaram centrais numa das maiores disputas geopolíticas da atualidade. Isso se deve à alta concentração de minerais de terras raras ali. Especialistas chamam a reserva de “unicórnio da mineração”. Ela é tão grande que poderia suprir 20% da demanda mundial.

    Os minerais de terras raras hoje estão entre os recursos mais valiosos do mundo por serem essenciais na produção de imãs, componentes básicos de dois itens de extrema importância no mundo atual: motores elétricos – vitais na tentativa global de diminuir o uso de combustíveis fósseis – e armas de guerra.

    O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, ficando trás só da China, que está numa guerra tarifária com os EUA. Nesse episódio nós fomos a Minas Gerais para acompanhar as movimentações de um grupo de moradores que resolveu se opor aos projetos de mineração nas cidades onde eles vivem.

    Mergulhe mais fundo

    Da objetividade do risco à subjetividade da sua percepção: dimensões do risco socioambiental no Jardim Kennedy em Poços de Caldas, MG

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    #13: Brumadinho em dois atos

    #108: Salve o planeta, pergunte-me como

    #147: Um data center incomoda muita gente

    Entrevistados do episódio

    Daniel Tygel

    Mestre em física, ex-vereador e candidato a prefeito de Caldas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

    Nathália Francisco

    Arquiteta e urbanista. Pesquisadora do Núcleo de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    Mariano Laio de Oliveira

    Chefe da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos da Agencia Nacional de Mineração (ANM).

    Wagner Fanin

    Eletricista e técnico ambiental. Ex-representante do Conselho Gestor da APA Pedra Branca (CONGEAPA) no Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental (CODEMA) de Caldas.

    Ademilson Kariri e Cariusa Kiriri

    Lideranças do povo Kiriri em Caldas.

    Rogério Correia

    Professor e deputado federal de Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT-MG).

    Ficha técnica

    Edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

     

    9 December 2025, 1:37 am
  • 1 hour 17 seconds
    #151 – Playboys do tráfico

    Longe das favelas, fora do alcance da polícia que mata pelas costas, existe uma classe especial de traficantes. Os transportadores de drogas. Geralmente são jovens, ricos que entram no crime pela aventura, fazem milhões e raramente são pegos.

    Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2023, apontou o perfil dos réus processados por tráfico de drogas no Brasil. A maioria dos acusados tem no máximo 30 anos , cursou somente até o ensino fundamental e é composta por pessoas não brancas. Um terço das abordagens que levou essas pessoas a serem acusadas foi motivado por um “comportamento suspeito” notado durante o patrulhamento da polícia.

    Esse “perfil” do traficante brasileiro foi perpetuado por novelas, imprensa, e, em especial, operações policiais – que valem-se desse imaginário do traficante para a promoção de massacres e assassinatos sem direito a julgamento nas periferias.

    Mas, muito longe das favelas e do ambiente da “guerra às drogas”, estão criminosos que movimentam quilos de cocaína e enormes quantias em dinheiro. No livro Nobres traficantes (Zahar), o jornalista Bruno Abbud conta como jovens ricos entram para o tráfico em busca de adrenalina, e como eles recebem um tratamento muito diferente da polícia e do judiciário – mesmo quando são pegos.

    Mergulho mais fundo

    Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (link para compra)

    Entrevistado do episódio

    Bruno Abbud

    Jornalista e escritor, autor de Nobres traficantes: Histórias da elite no crime (Zahar).

    Ficha técnica

    Produção e edição: Matheus Marcolino.

    Leitura adicional: Priscila Pastre

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

    11 November 2025, 3:01 am
  • 1 hour 5 minutes
    #150 – Episódio de pica

    Neste episódio falamos sobre a obsessão masculina com o tamanho do pênis e sobre como a objetificação do falo em tempos de redes sociais impacta este fenômeno.

    A parte mais sensível de um homem é seu pênis. Por meio dele é possível performar masculinidade – como Jair Bolsonaro fez ao se autodenominar “imbroxável” -, ou atacar a moral de um inimigo.  O ex-presidente Barack Obama, vencedor do Nobel da Paz, se prestou a caçoar do tamanho do pênis de Donald Trump em um comício da campanha democrata em 2024.

    Estudos mostram que essa é uma questão global: 55% dos homens estão insatisfeitos com o tamanho dos próprios pênis. O dado é compreensível, mas se torna irônico quando o mesmo estudo aponta que 85% das mulheres estão satisfeitas com o tamanho do que os parceiros têm a oferecer.

    Diante disso, partimos em busca de respostas para algumas das maiores questões envolvendo o órgão sexual masculino? Como ele funciona afinal? Tamanho é documento? Como são as cirurgias que prometem ganhos estéticos e funcionais? E qual é o impacto de se associar pênis pequenos à falhas de caráter.

    Mergulho mais fundo

    O homem não existe: masculinidade, desejo e ficção (link para compra)

    Entrevistado do episódio

    Ligia Diniz

    Doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB), professora de teoria da literatura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), crítica literária e escritora. Autora do livro “O homem não existe”, editora Zahar.

    Rafael Siqueira

    Médico urologista, autor do livro “Tamanho é documento”.

    Bayard Fischer Santos

    Ex-médico urologista responsável pelo recorde mundial de aumento peniano no Guinness Book, o livro dos recordes. Hoje, atua como advogado.

    Ficha técnica

    Produção e edição: Matheus Marcolino.

    Leituras adicionais: Lígia Diniz

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

    28 October 2025, 10:46 am
  • 1 hour 6 minutes
    #149 – O antropólogo de mocassins

    Neste episódio, a gente conta como o antropólogo Michel Alcoforado passou 15 anos infiltrado no mundo das elites econômicas brasileiras e saiu de lá com o livro que se tornaria um dos maiores sucessos editoriais de 2025.

    No recém-lançado Coisa de Rico (Todavia), Michel Alcoforado mostra como os super ricos brasileiros usam iates, quadros, vinhos, mansões e mocassins para se diferenciar. Mostra como essas “coisas de rico” servem ao mesmo tempo para criar identidade e para manter os pobres mortais (ou mortais pobres) do lado de fora.

    Mostra como os novos ricos penam para entrar nesse mundo de champagne e caviar. E como os ricos tradicionais penam para mostrar que estão ali desde sempre, que o lugar deles é natural e não resultado de um sistema social cruel e desigual.

    Mas, para mostrar tudo isso, o Michel teve de se infiltrar nesse mundo, teve de mudar a própria imagem e até a própria personalidade. Teve de se tornar Michel Alcoforado, o antropólogo do luxo. Esse episódio fala sobre a jornada do Michel que deu origem ao Coisa de Rico.

    Mergulho mais fundo

    Coisa de rico – a vida dos endinheirados brasileiros (link para compra)

    Entrevistado do episódio

    Michel Alcoforado

    Doutor em antropologia social, palestrante, comentarista da Rádio CBN e apresentador do podcast É Tudo Culpa da Cultura.

    Ficha técnica

    Produção e edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e sonorização: Tomás Chiaverini

    14 October 2025, 3:01 am
  • 54 minutes 36 seconds
    #148 – A infame escola de golpes

    Este episódio de Escafandro, o primeiro feito em parceria com a Agência Lupa, conta como estelionatários ensinam golpes online, sob vista grossa das plataformas de mídias sociais. 

    O número de estelionatos no Brasil não para de crescer. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2025, a quantidade de casos registrados aumentou mais de 400% desde 2018. De acordo com uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um a cada três brasileiros foi vítima de algum golpe digital no último ano. 

    Mas, nessa apuração exclusiva, a Lupa descobriu que o crescimento dos golpes digitais não é orgânico, apenas. Não são só golpistas copiando golpistas. Existem escolas de golpe online que ensinam técnicas das mais diversas. Como clonar um cartão, como usar esse cartão sem ser pego, como configurar sites falsos, como burlar o reconhecimento facial e assim por diante.

    Boa parte desses cursos, e dos golpes que eles ensinam, ocorre em plataformas como o TikTok, o Instagram e o YouTube, além de aplicativos de mensagem como WhatsApp e Discord. As grandes empresas de tecnologia, por sua vez, não parecem empenhadas em coibir esse tipo de prática.

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    Entrevistados do episódio

    Cezar Bueno de Lima

    Doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e autor do livro “Jovens em Conflito com a lei: liberdade assistida e vidas interrompidas”.

    Alessandro Hirata

    Professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) 

    Fernanda Vicentini

    Professora de conteúdo e redes sociais dos cursos de Pós-Graduação e MBA da ESPM.

    Luiz Augusto Filizzola D’Urso 

    Advogado especialista em cibercrimes e professor de Direito Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 

    David Marques 

    Sociólogo e coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

    Ficha técnica

    Pauta, produção e reportagem: Gabriela Soares

    Edição: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

     

     

    30 September 2025, 3:01 am
  • 1 hour 49 seconds
    Escafa entrevista: Cristiano Botafogo

    Este episódio de podcast é uma conversa entre os jornalistas Cristiano Botafogo, Natália André e Tomás Chiaverini, gravada em Brasília no dia 10 de setembro de 2025.

    O principal tema da conversa foi o podcast Medo e Delírio em Brasília, apresentado por Cristiano Botafogo, que comenta as notícias da política nacional com muita irreverência desde 2019. O bate-papo aconteceu num restaurante da Capital Federal, durante a semana em que o STF julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados acusados de tramarem um golpe de Estado.

    Mergulhe mais fundo

    Medo e Delírio em Brasília – link para o podcast

    A verdade vos libertará – link para compra

    Entrevistado do episódio

    Cristiano Botafogo

    Jornalista, músico e apresentador do podcast Medo e Delírio em Brasília. coautor do fotolivro “A verdade vos libertará”, da Editora Fósforo.

    24 September 2025, 3:01 am
  • 58 minutes 41 seconds
    #147 – Um data center incomoda muita gente

    Este episódio de podcast, feito em parceria com o Intercept Brasil, fala sobre os impactos que um data center do Tik Tok poderá causar em comunidades tradicionais no Ceará.

    A repórter Laís Martins viajou a Caucaia para entender os impactos de um futuro centro de dados que, quando pronto, deverá consumir energia equivalente a 2,2 milhões de brasileiros. Se ele fosse uma cidade, estaria em sétimo lugar em termos de consumo energético.

    O data center de Caucaia, que deve abrigar dados e capacidade de processamento para o TikTok, pode ser beneficiado pela Política Nacional de Data Centers (Redata). Se implementado, o projeto do Governo Federal vai conceder isenções de impostos para big techs que armazenarem dados em solo brasileiro.

    O novo centro de dados deve ficar dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que foi construído em uma área habitada pelo povo Anacé. Os indígenas, que já vêm sendo afetados pelas indústrias que se instalaram na região, se dizem preocupados com os impactos ambientais e planejam entrar na Justiça para barrar o empreendimento.

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    Entrevistados do episódio

    Igor Marchesini

    Assessor especial do Ministério da Fazenda.

    Jeovah Meirelles

    Doutor em geografia pela Universidade de Barcelona. Professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC).

    Roberto Anacé

    Cacique da comunidade Terra Tradicional.

    Paulo Anacé

    Liderança da aldeia Grande Cauípe.

    Ulisses Costa

    Assessor especial da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do estado do Ceará (Semace).

    Ficha técnica

    Pauta, produção e reportagem: Laís Martins

    Edição e sonorização: Matheus Marcolino.

    Mixagem de som: Vitor Coroa.

    Trilha sonora tema: Paulo Gama

    Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari

    Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini

     

    16 September 2025, 3:01 am
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