Junior Faria, Carolina Bridi e Raphael Tognini vivem (d)o surf todo dia o dia inteiro. Como se ainda não fosse suficiente, sempre que se encontram têm o incontrolável hábito de desenrolar opiniões e desenvolver teorias críticas sobre o ambiente...
Qual sua primeira memória relacionada a uma fábrica de prancha? Essa foi a pergunta que deu origem a um giro de histórias dos shapers que participaram do Log Lab, o Laboratório de Tocos criado por Caio Teixeira. O workshop que preza pela troca de experiências e experimentação de pranchas reuniu quase 90 modelos diferentes de oito shapers (sete deles presentes no evento) para algo entre 50 a 60 surfistas se divertirem à beça em uma baía tranquila de frente para a Ilha do Pontal, em Ubatuba.
Além do próprio Caio, essa edição do workshop reuniu os shapers Neco Carbone, Igor Pitasi, Matheus Maze, Frederico Antunes da Pluma, Maria Amorim e Suzana Till da Women Who Shape Surfboards. Ogro também se fez presente, senão ele próprio, enviando sua representante, um glider altamente disputado entre a galera. Não podemos deixar de mencionar também a ilustre presença do amigo de profissão Julio Adler, que por uma ou duas horas deixou os microfones do seu Bóia para também conversar com Caro Bridi e Rapha Tognini nos microfones do Surf de Mesa.
Nilo Peçanha começou no rolê de organizar eventos de skate desde cedo. Chamava a galera, falava pra cada um dar um pouco de grana pra competir e quem ganhasse levava a bolada toda. Agora, além de continuar andando como nunca, Nilo vê seu papel na cena evoluir para um lugar consciente da referência que pode representar. Afinal, quem enxerga a vida de cima das rodinhas, nunca fica no mesmo lugar.
Foi quando ficou sem patrocínio aos 23 anos que se ligou que depender de contrato e da vontade alheia é um tipo de risco desnecessário.
Aos 23, com o que restava do patrocínio decidiu abrir a Carmem Skate Shop pra colocar em prática o que a cultura do skate tinha ensinado: "se você é uma loja local, você vai apoiar skatista local, vai fazer evento local."
Um ano sem patrocínio depois, quando fechou um novo contrato não abriu mão de incluir nele uma verba que garantisse a continuidade do seu incentivo à cena local. Foram nove anos fazendo anualmente um evento no Bowl do Rio-Sul. Antes de cada evento, uma reforma na pista. Assim, ele garantia a galera e o skate sempre presente onde ele próprio é local. Enquanto isso, Pedro Barros com sua Layback também agitavam a cena no Rio Tavares, e o caminho foi natural. Uniram forças e entre mais alguns sócios, criaram a Agência Esporte Arte que, entre outras coisas, realiza parte dos eventos do calendário do QS no Brasil.
Das pistas aos negócios, Nilo já teve loja, já desenvolveu app de manobras do skate, já montou muita pista e organizou evento, e entende que assim pode transformar visões e inspirar referência pra molecada em um universo em que o tempo cobra amadurecimento.
Dá play aqui pra ouvir esse papo sobre fases e a tranquilidade de evoluir para lugares novos dentro de uma mesma cena onde, mais uma vez, o skate e o surf se fundem em uma mesma história.
Enquanto superava um período de luto pelo término de um relacionamento de 20 anos, Pedro Burckauser quis mudar o rumo da sua vida. Deixou a profissão de engenheiro de som, pegou a grana da rescisão, do fundo de garantia, e se jogou no tour com um único objetivo: queria ver de perto os brasileiros passando bateria. Isso tudo antes da conquista do primeiro título brasileiro.
Nesse episódio do Surf de Mesa, Pedro conta essa história dos bastidores dos bastidores do tour para Carol Bridi e Rapha Tognini durante um day off da etapa brasileira do CT. Pra continuar ouvindo a história e conhecer a pessoa por trás do People, é só dar o play!
Nesse episódio do Surf de Mesa, Miguel Pupo levou Carol Bridi e Rapha Tognini para dar uma voltinha em Saquarema no seu Volvo EX30 num day off da etapa brasileira do CT.
Estampando a capa da nova edição da Revista Flamboiar e fazendo seu terceiro episódio de Surf de Mesa, dessa vez a conversa foi a fundo na forma como Miguel costuma encarar a vida. Assim como a matéria que perfila Miguel nessa edição 03 do impresso, a conversa que rolou a bordo do carro com destino à Praia da Vila aprofundou ainda mais as percepções pessoais do surfista sobre seu papel no mundo. Um papo que misturou a leveza e tranquilidade que Miguel costuma transparecer com a consciência do lugar que ocupa.
Neste episódio do Surf de Mesa, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria tentam de todas as formas entender porque tudo que é do Brasil precisa de um selo gringo para ser reconhecido pelo próprio brasileiro.
A síndrome de vira-lata, aparentemente superada pelo fã dentro do mar, persiste fora dele. E um pouco de senso crítico e opinião própria poderia não só mudar esse jogo, como criar um ambiente muito mais propício ao cenário surfístico como um todo. Inclusive para uma nova geração de campeões.
Se você continua sendo influenciado só pelo que vem de fora, deveria se perguntar a quem está servindo enquanto se distrai engajando na grama verde dos colonizadores. Porque à você mesmo e à construção do seu próprio cenário, certamente não é.
Para deixar de agir eternamente como colonizado e ver um pouco além das evidências óbvias contra as quais nem os gringos puderam argumentar, é só dar o play!
A fumaça branca chegou até aqui, fomos tomados pelo assunto que dominou os noticiários e as rodinhas desde a semana passada e disso resultou o episódio mais santo do Surf de Mesa. No embalo da escolha do novo papa, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria resolveram conversar sobre a relação entre o surf e a fé.
O assunto trouxe à tona a história de Guido Schäffer, o surfista carioca que pode virar santo. Se você nunca ouviu a história incrível do surfista que se formou médico, virou seminarista e teve uma vida aplicada à fé e em fazer o bem aos outros, não só contamos um pouco no episódio como recomendamos fortemente uma pesquisa mais aprofundada. Considerado venerável pelo Papa Francisco em 2023, Guido está em processo de canonização.
E pelos caminhos da fé, passamos também pela expressão religiosa de muitos dos surfistas profissionais em gestos pré-bateria e entrevistas pós-bateria. E chegamos à natureza espiritual da própria prática do surf, independente da religiosidade.
Para ouvir, dá o play aqui:
Pipe de volta ao seu devido lugar no tour, status inédito de 15.000 pontos, fim da repescagem, corte quase no fim da temporada e aumento de vagas no tour feminino. As mudanças que a WSL vem anunciando para o CT a partir de 2026 parecem apontar na direção de um caminho mais amigo dos surfistas e dos fãs do surf.
Neste episódio do Surf de Mesa, Carol Bridi, Rapha Tognini e Junior Faria praticam o esporte que mais gostam: bater aquele papo da forma mais despretensiosa e divertida sobre os rumos que o surf competitivo toma com as novidades mais recentes.
O que acontece quando uma cidade entende a amplitude social e econômica do esporte e o coloca como uma de suas prioridades na sua estratégia de investimentos? Se alguém ainda tem dúvidas de que o caminho para o desenvolvimento, a dignidade e a saúde (física e financeira) da população passam por esse aspecto, deveria dar uma olhadinha no que vem acontecendo com Saquarema na última década.
A cidade é a única no mundo que sedia eventos das três divisões do circuito mundial de surf, com Qualifying Series, Championship Tour da WSL e Challenger Series acontecendo em abril, junho e outubro, respectivamente. Saquarema desembolsa um investimento aproximado de R$ 1o milhões para as três etapas, segundo o Secretário de Esporte, Lazer e Turismo, Rafael Badá, que conversou com Carol Bridi e Rapha Tognini neste episódio do Surf de Mesa, o último da série especial gravada durante o REMA Saquarema Surf Festival 2025.
Dá o play aqui e depois vai importunar os gestores que estão no comando pra mostrar como é legal o que o esporte e a cultura podem fazer por uma cidade. Para cobrar de quem você elegeu, manda essa ideia acompanhada de um #ficaadica.
Aos 45 dias, um acidente com fogo mudou a vida de Sol para sempre. Biamputada, Maria do Sol Vasconcelos encontrou seus próprios caminhos em um mundo sem acessos. Hoje, é campeã de parasurf e 6ª no ranking mundial na categoria Kneel/Upright Feminino.
A realidade é que seu espírito aventureiro, em muito, se deve à forma como seus pais também a conduziram: fazendo de tudo. Desde cedo, o mar também esteve presente. Nascida no Rio de Janeiro, depois de idas e vindas por aventuras, incluindo uma vida na natureza e longe da energia elétrica (onde teve suas cinco filhas), Sol reencontrou a água salgada e realizou um sonho antigo: surfar.
Para ouvir tudo que rolou nesse papo com a Sol, é só dar play!
Chloé Calmon e Yanca Costa são bests. Daquelas amizades que, mesmo quando rola um longo período de distância, no reencontro parecem ter se visto ontem. Duas surfistas profissionais. Duas competidoras. Pranchas e abordagens diferentes na onda. Entre a pranchinha e o longboard, há bem mais do que 3 a 4 pés de distância. E foi para falar sobre essas diferenças (e otras cositas más) que juntamos as duas nos microfones do Surf de Mesa.Apesar de serem vizinhas e de terem a mesma profissão, as duas não se encontravam desde janeiro. Afinal, é raro quando os dois circuitos se encontram no tempo e espaço. Mas dessa vez as duas compartilharam a mesma área de atletas no REMA Saquarema Surf Festival, que reúne competições válidas pelos rankings sul-americano do QS, Longboard e Pro Junior da WSL.No final de episódio, foi lançado um desafio que só depende de você.Se o vídeo alcançar 5 mil views no YouTube, vai ter filme da Flamboiar com Chloé de pranchinha (rosa), Yanca de long durante a prometida (e ainda não realizada) surf trip juntas, com direito a parada pra colocar o piercing dazamiga no final do rolê. Quer ajudar nisso? Dá o play aqui então!
Cinquenta por cento. Este é o máximo de rendimento com que o tricampeão mundial Phil Rajzman tem surfado durante o período de remissão do Linfoma não Hodgkin descoberto em janeiro de 2024.Do potencial máximo de 100% de sua capacidade física, Phil cai para 30% logo após as sessões bimestrais de imunoterapia e chega a 50% no fim de cada ciclo, antes de começar tudo de novo. É neste momento que está agora, enquanto compete as baterias do Longboard Pro no REMA Saquarema Surf Festival, que conta pontos para o ranking regional sul-americano do Qualifying Series de Longboard da WSL.A conversa com Carol Bridi e Rapha Tognini neste episódio de podcast passou ainda pela visão de Phil sobre as competições de longboard, nova geração, fabricação e versatilidade dos pranchões, long clássico e progressivo, as baterias vencidas contra o câncer e a relação profunda com o Hawaii, onde vive atualmente quando não está em Búzios, no Brasil. Como cereja do bolo, dislexia e hiperfoco, e os bastidores da lendária sessão em The Box, que foi eternizada em Surf Adventures 2.