• 1 hour 10 minutes
    As invernagens de Amyr e Tamara Klink

    Entre duas gerações, dois polos, o inverno e o mar. Neste episódio, Stéphanie Roque entrevista pai e filha: os navegadores Amyr e Tamara Klink. 

    Aos 29 anos, Amyr Klink fez a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. Um ano depois, publicou “Cem dias entre céu e mar” – best-seller que será reeditado em julho pela Companhia das Letras, com novo projeto gráfico. 

    Mas a mais longa das viagens de Amyr Klink aconteceu em 1989, quando passou um inverno na Antártica, aprisionado no gelo. Na mesma viagem, ele decidiu também conhecer o Ártico – e, assim, escreveu o livro “Paratii entre dois pólos”. 

    Foi justamente o Ártico que, décadas depois, recebeu sua filha. Entre 2023 e 2024, aos 27 anos, Tamara Klink tornou-se a primeira mulher a passar o inverno sozinha no Ártico – invernagem que ela descreveu no lançamento da Companhia das Letras, “Bom dia, inverno". Antes disso, aos 24 anos, ela já tinha se tornado a brasileira mais jovem a atravessar o Atlântico sozinha, travessia que deu origem ao livro “Nós”.


    Confira os livros e autores citados no episódio:

    A lua vem da Ásia – Campos de Carvalho

    Bom dia, inverno – Tamara Klink

    Cem dias entre céu e mar – Amyr Klink

    Coleção Mer et Aventure

    Desventuras em série – Lemony Snicket

    Dom Quixote – Miguel de Cervantes

    Férias na Antártica – Laura, Tamara e Marininha Klink

    Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa

    La longue route – Bernard Moitessier

    Linha d’água – Amyr Klink

    Nós – Tamara Klink

    Odisseia – Homero

    O mundo de Sofia – Jostein Gaarder

    Paratii entre dois polos – Amyr Klink

    Tamata et l’alliance – Bernard Moitessier

    Terrapreta – Rita Carelli

    The Strange Last Voyage of Donald Crowhurst – Nicholas Tomalin e Ron Hall

    Unverfügbarkeit – Hartmut Rosa

    3 June 2026, 3:15 am
  • 19 minutes 2 seconds
    Na companhia de Bruno Ribeiro

    “O dono e o mal” é o primeiro romance do escritor, tradutor e roteirista Bruno Ribeiro publicado pelo Grupo Companhia das Letras. O lançamento da Alfaguara conta a saga de uma família negra que tenta sobreviver no Brasil da ditadura militar até a atualidade. É uma história multifacetada, que transita entre a realidade, o sobrenatural e o caos.

    Bruno também fala sobre o processo de elaboração e descoberta do livro, além da sua necessidade de ter uma “obsessão” pelo processo literário para viabilizar a escrita. Por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revela suas principais referências literárias.

    Confira os livros e as obras mencionados neste episódio:

    A metamorfose – Franz Kafka

    A montanha mágica – Thomas Mann

    Amada – Toni Morrison 

    Dom Casmurro – Machado de Assis

    Fiódor Dostoiévski (obra)

    Frankenstein – Mary Shelley

    Grande sertão: veredas – João Guimarães Rosa

    O dono e o mal – Bruno Ribeiro

    O elefante desaparece – Haruki Murakami

    O mestre e Margarida – Mikhail Bulgákov 

    Samanta Schweblin (obra)

    Ulysses – James Joyce

    27 May 2026, 3:15 am
  • 1 hour 2 minutes
    Aos pés da letra com Gregorio Duvivier

    Gregorio Duvivier é fascinado pela língua portuguesa e tem olhado para ela de perto. No livro “Aos pés da letra”, lançado há pouco pela Companhia das Letras, o ator e escritor vai muito além do que está ao pé da letra. Em verbetes, ele revisita palavras do cotidiano de jeitos surpreendentes, com humor e leveza. 

    Gregorio está em turnê com a peça “O céu da língua” e também é autor de livros como “Sonetos de amor e sacanagem”, “Put some farofa” e “Ligue os pontos”, publicados pela Companhia. Neste episódio da Rádio Companhia, ele demonstra o olhar cuidadoso que tem para a língua e discute sua importância para a construção da identidade nacional.

    A apresentação é de Stéphanie Roque.


    Confira as obras e os autores citados no episódio:

    Ai Se Sesse – Zé da Luz

    António Lobo Antunes

    Aos pés da letra – Gregorio Duvivier

    Apátridas – Alejandro Chacoff

    Escrever é humano – Sérgio Rodrigues

    Francisco Alvim

    Glauco Mattoso

    Ilíada – Homero

    João Cabral de Melo Neto

    José Saramago

    Latim em pó – Caetano Galindo

    Ligue os pontos – Gregorio Duvivier 

    Miguel Esteves Cardoso

    Na ponta da língua – Caetano Galindo

    O idioma materno – Fabio Morábito

    Os Lusíadas – Luís de Camões

    Paulo Henriques Britto

    Pensar com as mãos – Marília Garcia

    Poeta chileno – Alejandro Zambra

    PT, uma história – Celso Rocha de Barros

    Put some farofa – Gregorio Duvivier

    Ricardo Araújo Pereira

    Romeu e Julieta – William Shakespeare

    Sacred Emily – Gertrude Stein

    Sócrates

    Sonetos de amor e sacanagem – Gregorio Duvivier

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    Te dou minha palavra – Noemi Jaffe

    Tem um cabelo na minha terra! – Gary Larson

    Uma palavra – Chacal

    20 May 2026, 1:17 pm
  • 15 minutes 39 seconds
    Na companhia de Janaina Abílio

    “É quase como voltar para casa”, um livro avassalador sobre o peso das ausências, é o primeiro romance da escritora Janaina Abílio publicado pela Companhia das Letras. 

    Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela. Janaina conta sobre seu processo de escrita – que é “ancorado” em seu corpo, considerado por ela “um canal para o texto acontecer". Ela também reflete sobre os motivos que a levam à escrita e responde a perguntas rápidas que revelam sobre sua personalidade a partir de referências literárias.

    Confira os livros mencionados neste episódio:

    Amada – Toni Morrison

    É quase como voltar para casa – Janaina Abílio 

    Mamãe & eu & mamãe – Maya Angelou

    O caderno rosa de Lori Lamby – Hilda Hilst

    13 May 2026, 3:15 am
  • 1 hour 4 minutes
    Família em perspectiva, com Eliana Alves Cruz e Juliana Leite

    O que se herda e o que se transforma quando o assunto é família? Essa pergunta é o ponto de partida deste episódio da Rádio Companhia. O podcast recebe duas romancistas contemporâneas, que escrevem sobre as relações entre família, memória e pertencimento. 

    Eliana Alves Cruz é autora de “Meridiana” – livro sobre uma família negra que ascende socialmente e descobre que subir também pode significar se adaptar, se enquadrar e negociar quem se é. 

    Juliana Leite é autora de “Humanos exemplares” – obra que conta a história de uma mulher centenária que vive sozinha. É um romance sobre gerações familiares, deslocamentos, envelhecimento e, sobretudo, amor. 

    A apresentação é de Stéphanie Roque. 


    Confira os livros mencionados neste episódio:

    Amigo e amiga: curso de silêncio de 2004 – Maria Gabriela Llansol

    Coisa de gente branca – Langston Hughes

    Espírito da intimidade – Sobonfu Somé

    Humanos exemplares – Juliana Leite

    Identidade – Nella Larsen

    Iniciantes – Raymond Carver

    Irmãs do Atlântico – Ynaê Lopes dos Santos

    Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade – Conceição Evaristo

    Meridiana – Eliana Alves Cruz

    Minha história – Michelle Obama

    Por que amamos – Renato Noguera

    Recitatif – Toni Morrison

    Solitária – Eliana Alves Cruz

    Sustentar a nota – David Remnick

    6 May 2026, 3:15 am
  • 12 minutes 20 seconds
    Na companhia de Fabiane Guimarães

    “A linguagem dos desastres”, lançado em abril pela Alfaguara, é o terceiro romance de Fabiane Guimarães publicado pelo grupo Companhia das Letras. A autora de “Apague a luz se for chorar” e “Como se fosse um monstro” conta, agora, a história de Catarina – que, em meio ao colapso ambiental, a laços familiares frágeis e a uma amizade perigosa, tenta decifrar as ruínas e encontrar sentido usando o tarô como uma forma de linguagem. 

    Neste episódio mais curto do podcast, Fabiane conta sobre o processo de escrita do romance e participa de um jogo rápido de perguntas e respostas sobre suas referências literárias.

    Confira os livros e as obras mencionados neste episódio: 

    Adriana Lisboa (obra)

    Alice Munro (obra)

    Alice Ruiz (poema)

    Ana Maria Gonçalves (obra)

    Apague a luz se for chorar – Fabiane Guimarães

    Como se fosse um monstro – Fabiane Guimarães

    Esaú e Jacó – Machado de Assis

    Harry Potter – J.K. Rowling

    Isabel Allende (obra)

    Jennifer Egan (obra)

    A linguagem dos desastres – Fabiane Guimarães

    Machado de Assis (obra)

    Memorial de Aires – Machado de Assis

    Orgulho e preconceito – Jane Austen

    Sally Rooney (obra)

    Viva o povo brasileiro – João Ubaldo Ribeiro

    29 April 2026, 3:15 am
  • 51 minutes 51 seconds
    Por trás da escrita, com Marília Garcia e Roberto Taddei

    Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte.

    Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício. Marília é autora do recente “Pensar com as mãos”, livro de ensaios sobre a escrita poética. Roberto é autor de “Ser Escritor”, lançado em abril pela Companhia das Letras. 

    Confira os livros e obras citados no episódio:

    A geração que esbanjou seus poetas – Roman Jakobson

    A história do amor – Nicole Krauss

    A música do mundo – Tarso de Melo

    A praia dos tasabis [diários da paternidade, 2018 - 2021] – Aníbal Cristobo

    A segunda morte – Roberto Taddei

    Câmera lenta – Marília Garcia

    Coworking e outros poemas – Heitor Ferraz Mello

    Expedição: nebulosa – Marília Garcia

    László Krasznahorkai (obra)

    Léxico familiar – Natalia Ginzburg

    Pensar com as mãos – Marília Garcia

    Ser escritor – Roberto Taddei

    Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva

    22 April 2026, 3:15 am
  • 14 minutes 54 seconds
    Na companhia de Natércia Pontes

    “Vida doçura” é o novo romance de Natércia Pontes, lançado em março pela Companhia das Letras. Autora de outros dois livros publicados pela editora, “Os tais caquinhos” e “Copacabana dreams”, ela agora escreve uma história de suspense em torno de duas personagens antagônicas, que se cruzam em uma trama comovente e tragicômica sobre luto, infância, memória e solidão.

    Natércia também conta sobre o processo rápido e doloroso de escrita de “Vida doçura", que envolveu a elaboração do luto de sua mãe após mais de três décadas. Além disso, ela fala sobre referências literárias marcantes da sua trajetória a partir de um jogo rápido de perguntas e respostas.

    Confira os livros e obras mencionados neste episódio:

    A empregada – Freida McFadden

    Arquivo das crianças perdidas – Valeria Luiselli

    Beginning middle end – Valeria Luiselli 

    Copacabana dreams – Natércia Pontes

    Ilhas suspensas – Fabiane Secches

    Meu ano de descanso e relaxamento – Ottessa Moshfegh

    Noite devorada – Mar Becker

    Oblómov – Ivan Gontcharóv

    Oração para desaparecer – Socorro Acioli

    Os tais caquinhos – Natércia Pontes

    Toda caixa preta é laranja – Jeovanna Vieira

    Vida doçura – Natércia Pontes


    15 April 2026, 3:15 am
  • 54 minutes 40 seconds
    Dostoiévski: da fama de difícil à viralização

    Em 2025, a edição da Penguin do livro “Noites brancas", escrito por Fiódor Dostoiévski em 1848, teve um aumento de vendas de 168% em relação ao ano anterior – um efeito da viralização da obra no TikTok. Na rede social, a fama de difícil do escritor russo não impediu que jovens fizessem resenhas, performances e leituras dramáticas da obra. 

    Dostoiévski, autor de clássicos como “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamázov”, é conhecido por abordar contradições humanas profundas, com uma complexidade filosófica e psicológica ímpar. 

    Para entender como suas obras se reinventam conforme o tempo passa, a Rádio Companhia recebe Cecília Rosas, tradutora do russo, professora e pesquisadora, e Raquel Toledo, gerente editorial da Cosac, mestre em literatura russa, editora e crítica literária. A apresentação é de Stéphanie Roque. 

    Confira os livros mencionados neste episódio:

    A dócil – Fiódor Dostoiévski

    A queda do céu – Bruce Albert e Davi Kopenawa

    A sociedade da neve – Pablo Vierci

    Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski

    Dostoiévski escrevia mal? – Fátima Bianchi

    Ferida – Oksana Vassiákina

    Mandíbula – Mónica Ojeda

    Memórias de subsolo – Fiódor Dostoiévski

    No mar – Toine Heijmans

    Noites brancas – Fiódor Dostoiévski

    O adversário – Emmanuel Carrère

    O crocodilo – Fiódor Dostoiévski

    O diabo – Marina Tsvetáieva

    O duplo – Fiódor Dostoiévski

    O idiota – Fiódor Dostoiévski

    O sonho de um homem ridículo – Fiódor Dostoiévski

    Os demônios – Fiódor Dostoiévski

    Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski

    Voladoras – Mónica Ojeda

    Xamãs elétricos na festa do sol – Mónica Ojeda

    8 April 2026, 3:15 am
  • 14 minutes 48 seconds
    Na companhia de Fabiane Secches

    “Ilhas suspensas” é o romance de estreia da tradutora, pesquisadora e escritora Fabiane Secches. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela, que conta sobre esse lançamento da Companhia das Letras – um livro sobre lutos e recomeços, que mistura ensaio e ficção. 

    Fabiane também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os motivos que a levaram a escrever “Ilhas suspensas”. E, por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.

    Confira os livros e obras mencionados neste episódio: 

    A corneta – Leonora Carrington

    A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr

    Annie Ernaux (obra)

    Ilhas suspensas – Fabiane Secches

    Madame Bovary – Gustave Flaubert

    Monstros – Claire Dederer

    O livro das semelhanças – Ana Martins Marques

    1 April 2026, 3:15 am
  • 46 minutes 19 seconds
    Oito décadas de Patti Smith – e contando

    Ao longo de uma década, Patti Smith dedicou-se a escrever sobre as oito que já viveu. 

    Em “Pão dos Anjos”, lançado em março pela Companhia das Letras, a escritora, compositora e cantora fala sobre sua infância humilde, saúde frágil e natureza imaginativa. Ela também conta dos seus primeiros contatos com a arte e da trajetória que a levou à consagração artística. 

    No livro mais pessoal que já escreveu, Patti Smith descreve momentos de vulnerabilidade, relata os anos que passou longe dos holofotes com a família e fala sobre o luto que sucedeu diversas perdas, como a do marido, Fred “Sonic” Smith. 

    Nesta homenagem à artista, a Rádio Companhia recebe a escritora Aline Bei e o jornalista, músico, editor e escritor Cadão Volpato. A apresentação é de Stéphanie Roque. 

    Confira os livros mencionados neste episódio:

    As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg

    À sombra dos viadutos em flor – Cadão Volpato

    As vozes da noite – Natalia Ginzburg

    Caro Michele – Natalia Ginzburg

    Devoção – Patti Smith

    Enterrem seus mortos – Ana Paula Maia

    Lázár – Nelio Biedermann

    Linha M – Patti Smith

    Manoel de Barros (obra)

    Notícias do trânsito – Cadão Volpato

    O peso do pássaro morto – Aline Bei

    Pão dos anjos – Patti Smith

    Pequena coreografia do adeus – Aline Bei

    Só garotos – Patti Smith

    Space invaders – Nona Fernández 

    Sustentar a nota – David Remnick 

    Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei

    25 March 2026, 3:15 am
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