O podcast do Grupo Companhia das Letras.
Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte.
Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício. Marília é autora do recente “Pensar com as mãos”, livro de ensaios sobre a escrita poética. Roberto é autor de “Ser Escritor”, lançado em abril pela Companhia das Letras.
Confira os livros e obras citados no episódio:
A geração que esbanjou seus poetas – Roman Jakobson
A história do amor – Nicole Krauss
A música do mundo – Tarso de Melo
A praia dos tasabis [diários da paternidade, 2018 - 2021] – Aníbal Cristobo
A segunda morte – Roberto Taddei
Câmera lenta – Marília Garcia
Coworking e outros poemas – Heitor Ferraz Mello
Expedição: nebulosa – Marília Garcia
László Krasznahorkai (obra)
Léxico familiar – Natalia Ginzburg
Pensar com as mãos – Marília Garcia
Ser escritor – Roberto Taddei
Um Exu em Nova York – Cidinha da Silva
“Vida doçura” é o novo romance de Natércia Pontes, lançado em março pela Companhia das Letras. Autora de outros dois livros publicados pela editora, “Os tais caquinhos” e “Copacabana dreams”, ela agora escreve uma história de suspense em torno de duas personagens antagônicas, que se cruzam em uma trama comovente e tragicômica sobre luto, infância, memória e solidão.
Natércia também conta sobre o processo rápido e doloroso de escrita de “Vida doçura", que envolveu a elaboração do luto de sua mãe após mais de três décadas. Além disso, ela fala sobre referências literárias marcantes da sua trajetória a partir de um jogo rápido de perguntas e respostas.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A empregada – Freida McFadden
Arquivo das crianças perdidas – Valeria Luiselli
Beginning middle end – Valeria Luiselli
Copacabana dreams – Natércia Pontes
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Meu ano de descanso e relaxamento – Ottessa Moshfegh
Noite devorada – Mar Becker
Oblómov – Ivan Gontcharóv
Oração para desaparecer – Socorro Acioli
Os tais caquinhos – Natércia Pontes
Toda caixa preta é laranja – Jeovanna Vieira
Vida doçura – Natércia Pontes
Em 2025, a edição da Penguin do livro “Noites brancas", escrito por Fiódor Dostoiévski em 1848, teve um aumento de vendas de 168% em relação ao ano anterior – um efeito da viralização da obra no TikTok. Na rede social, a fama de difícil do escritor russo não impediu que jovens fizessem resenhas, performances e leituras dramáticas da obra.
Dostoiévski, autor de clássicos como “Crime e castigo” e “Os irmãos Karamázov”, é conhecido por abordar contradições humanas profundas, com uma complexidade filosófica e psicológica ímpar.
Para entender como suas obras se reinventam conforme o tempo passa, a Rádio Companhia recebe Cecília Rosas, tradutora do russo, professora e pesquisadora, e Raquel Toledo, gerente editorial da Cosac, mestre em literatura russa, editora e crítica literária. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
A dócil – Fiódor Dostoiévski
A queda do céu – Bruce Albert e Davi Kopenawa
A sociedade da neve – Pablo Vierci
Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski
Dostoiévski escrevia mal? – Fátima Bianchi
Ferida – Oksana Vassiákina
Mandíbula – Mónica Ojeda
Memórias de subsolo – Fiódor Dostoiévski
No mar – Toine Heijmans
Noites brancas – Fiódor Dostoiévski
O adversário – Emmanuel Carrère
O crocodilo – Fiódor Dostoiévski
O diabo – Marina Tsvetáieva
O duplo – Fiódor Dostoiévski
O idiota – Fiódor Dostoiévski
O sonho de um homem ridículo – Fiódor Dostoiévski
Os demônios – Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski
Voladoras – Mónica Ojeda
Xamãs elétricos na festa do sol – Mónica Ojeda
“Ilhas suspensas” é o romance de estreia da tradutora, pesquisadora e escritora Fabiane Secches. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dela, que conta sobre esse lançamento da Companhia das Letras – um livro sobre lutos e recomeços, que mistura ensaio e ficção.
Fabiane também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os motivos que a levaram a escrever “Ilhas suspensas”. E, por fim, ela participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A corneta – Leonora Carrington
A mais recôndita memória dos homens – Mohamed Mbougar Sarr
Annie Ernaux (obra)
Ilhas suspensas – Fabiane Secches
Madame Bovary – Gustave Flaubert
Monstros – Claire Dederer
O livro das semelhanças – Ana Martins Marques
Ao longo de uma década, Patti Smith dedicou-se a escrever sobre as oito que já viveu.
Em “Pão dos Anjos”, lançado em março pela Companhia das Letras, a escritora, compositora e cantora fala sobre sua infância humilde, saúde frágil e natureza imaginativa. Ela também conta dos seus primeiros contatos com a arte e da trajetória que a levou à consagração artística.
No livro mais pessoal que já escreveu, Patti Smith descreve momentos de vulnerabilidade, relata os anos que passou longe dos holofotes com a família e fala sobre o luto que sucedeu diversas perdas, como a do marido, Fred “Sonic” Smith.
Nesta homenagem à artista, a Rádio Companhia recebe a escritora Aline Bei e o jornalista, músico, editor e escritor Cadão Volpato. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros mencionados neste episódio:
As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg
À sombra dos viadutos em flor – Cadão Volpato
As vozes da noite – Natalia Ginzburg
Caro Michele – Natalia Ginzburg
Devoção – Patti Smith
Enterrem seus mortos – Ana Paula Maia
Lázár – Nelio Biedermann
Linha M – Patti Smith
Manoel de Barros (obra)
Notícias do trânsito – Cadão Volpato
O peso do pássaro morto – Aline Bei
Pão dos anjos – Patti Smith
Pequena coreografia do adeus – Aline Bei
Só garotos – Patti Smith
Space invaders – Nona Fernández
Sustentar a nota – David Remnick
Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei
“A solidão das aranhas” é o primeiro livro escrito pelo jornalista e escritor Diogo Bercito lançado pela Companhia das Letras. Neste episódio mais curto do podcast, Stéphanie Roque está na companhia dele, que conta sobre esse romance sensível e sutil sobre perdas.
Bercito também fala sobre seu processo de escrita e reflete sobre os porquês que o levam a escrever. E, por fim, ele participa de um jogo rápido de perguntas e respostas que revelam sobre sua personalidade e suas preferências literárias.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
A solidão das aranhas – Diogo Bercito
Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida – Edinha Diniz
À procura do tempo perdido – Marcel Proust
Me chame pelo seu nome – André Aciman
O problema dos três corpos – Cixin Liu
O Senhor dos Anéis (trilogia) – J. R. R. Tolkien
Na França, Gisèle Pelicot mostrou que “a vergonha precisa mudar de lado” ao escrever a autobiografia “Um Hino à Vida”, na qual narra a descoberta dos abusos sistemáticos aos quais foi submetida pelo marido e mais de 50 outros homens durante uma década. Já os Estados Unidos é o cenário de “Garota de Ninguém”, a autobiografia de Virginia Roberts Giuffre – uma das principais mulheres a denunciar o esquema de abuso sexual infantil e tráfico humano operado pelo financista americano Jeffrey Epstein. Na Noruega, o romance “Nada Nasce ao Luar”, de Torborg Nedreeas, é narrado por uma mulher que resolve contar do relacionamento conturbado que viveu com seu professor aos 17 anos.
Os três lançamentos da Companhia das Letras têm o corpo feminino como centro: um corpo que é violado e objetificado, mas do qual as mulheres se reapropriam ao contar suas histórias e nomear seus algozes. O episódio discute o tema e faz pontes com a realidade brasileira com a jornalista Cristina Fibe e a socióloga Flavia Rios. A apresentação é de Stéphanie Roque.
Confira os livros e obras mencionados neste episódio:
As estruturas elementares da violência - Rita Segato
Estela sem Deus - Jeferson Tenório
Eu nunca mais vou te chamar de pai - Caroline Darian
Garota de ninguém - Virginia Roberts Giuffre
João de Deus: O abuso da fé - Cristina Fibe
Mata doce - Luciany Aparecida
Missoula - Jon Krakauer
Nada nasce ao luar - Torborg Nedreaas
Pela bandeira do paraíso - Jon Krakauer
Por um feminismo afro-latino americano - Lélia González (org. Flávia Rios e Márcia Lima)
Triste tigre - Neige Sinno
Trilogia de Copenhagen - Tove Ditlevsen
Um hino à vida - Gisèle Pelicot
“Mano a Mano” se tornou um marco na cena cultural brasileira. Conduzido por Mano Brown e Semayat Oliveira, o podcast original do Spotify se consolidou como uma referência, levando ao ar entrevistas antológicas com grandes nomes do pensamento social, da política, da comunicação, das artes, da música e do esporte, como Marina Silva, Sueli Carneiro, Glória Maria, Conceição Evaristo, Emicida e Ronaldo Fenômeno.
Agora, a Companhia das Letras eterniza essas conversas com a publicação de um livro que reúne vinte entrevistas e trechos selecionados de todas as personalidades que passaram pelas quatro primeiras temporadas do programa. Para celebrar o lançamento do livro “Mano a Mano”, disponibilizamos, em vídeo, o bate-papo entre os apresentadores Mano Brown e Semayat Oliveira sobre os caminhos, histórias e bastidores ao redor do podcast e da publicação.
O evento aconteceu no dia 13 de novembro de 2025, com mediação de Fernando Baldraia, editor da Companhia das Letras, no Sesc 14 Bis, em São Paulo. Acompanhe no vídeo!
“Mano a Mano” já está disponível em edição física limitada e e-book. Garanta o seu exemplar: https://www.amazon.com.br/Mano-Edi%C3%A7%C3%A3o-exclusiva-Brown/dp/8535942351/?&tag=companhiadasl-20
Captação e edição: Diogo de Nazaré
No sétimo e último episódio de “As narradoras”, te convidamos a conhecer as obras de Tove Ditlevsen e Montserrat Roig. Duas autoras intensas e densas, que deixaram marcas na literatura com a força do relato dos seus livros e transformaram suas próprias experiências e contextos históricos em narrativa.
A dinamarquesa Tove se tornou conhecida mundialmente pela “Trilogia de Copenhagen”, em que narra sua infância, juventude e o período marcado pela dependência química. Já Montserrat, escritora catalã, publicou romances e reportagens que registram a vida política e social da Catalunha do século XX. Entre eles, “O tempo das cerejas”, lançado no Brasil em 2025.
Com participações da escritora Simone AZ e da psicanalista e autora Vera Iaconelli.
Obras citadas no episódio:
Trilogia de Copenhagen, de Tove Ditlevsen (trad. por Heloisa Jahn e Kristin Lie Garrubo)
O tempo das cerejas, de Montserrat Roig (trad. por be rgb e Meritxell Hernando Marsal)
Dakota Blues, de Simone AZ
Análise, de Vera Iaconelli
Um quarto todo seu, de Virginia Woolf
Este episódio teve apoio do Institut Ramon Llull, instituição pública responsável por promover a língua e cultura catalã internacionalmente.
Editar um livro é um privilégio para quem ama literatura, mas também uma grande responsabilidade. Um trabalho que é capaz de transformar a cena literária de uma época.
No sexto episódio de “As narradoras”, Stéphanie Roque conta a história de duas mulheres que viveram uma vida dupla: Natalia Ginzburg e Toni Morrison. Ambas escreveram obras fundamentais e, ao mesmo tempo, trabalharam nos bastidores para que outras vozes chegassem aos leitores.
Ginzburg, autora de “Léxico familiar” e “As pequenas virtudes”, foi peça-chave da editora Einaudi no pós-guerra italiano. Já Morrison, Nobel de Literatura, editou livros por mais de quinze anos na Random House, abrindo espaço para autores negros e mudando para sempre o mercado editorial norte-americano.
Com participação de Alice Sant’Anna, editora e poeta, e Luciany Aparecida, escritora, pesquisadora e professora.
Obras citadas no episódio:
E quando quem escreve o diário nem sempre pôde escrever?
No quinto episódio de “As narradoras”, abrimos os cadernos de duas autoras brasileiras fundamentais: Carolina Maria de Jesus e Maura Lopes Cançado. Em seus diários, páginas escritas em segredo, Carolina conta a vida na favela do Canindé, enquanto Maura registra a experiência da loucura e das internações psiquiátricas.
Com participações de Fernanda Silva e Souza, editora na Companhia das Letras, da escritora Eliana Alves Cruz e da escritora e psiquiatra Natalia Timerman.
Obras citadas no episódio: