Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o ator brasileiro Mateus Solano dá conta das transformações e reflexões pessoais que a criação do monólogo “O Figurante” lhe trouxe, deixa o alerta de como a obsessão pelos ecrãs, redes sociais e tecnologia está a alienar a sociedade e depois revela qual o seu maior medo na vida.
Mateus partilha ainda algumas das músicas que o acompanham, lê um texto da escritora, contista e jornalista Marina Colasanti, sobre como nos acostumamos a tanta coisa que nos desagrada e afasta de nós, e ainda revela os pequenos prazeres dos seus dias. Boas escutas!
Músicas:
“Alguém Cantando” - Caetano Veloso
“Água & Vinho” - Egberto Gismonti
“Sei de um Rio” - Camané
“A Roda” - Gilberto Gil.
Leitura:
Texto de Marina Colasanti
Podcast:
“Elefantes na Neblina”, de Larry Go, Larry Be & Larry Snow
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É um dos mais populares atores brasileiros, conhecido dos portugueses pela personagem Félix, na novela “Amor à Vida”, transmitida pela SIC, em 2013, onde foi um vilão, cheio de humor e carisma. Formado no Teatro e com inúmeros prémios no currículo, acaba de estrear no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a peça “O Figurante” que reflete sobre como a ânsia de pertencer a este mundo pode afastar as pessoas de si mesmas. “Eu próprio, quanto mais famoso me fui tornando, mais figurante me fui sentindo. Só agora me sinto mais protagonista da minha vida.” Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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Num momento em que o país volta a discutir os seus valores e divide-se entre a tentação fácil da mentira e do populismo e a complexidade dos factos e da verdade, o jornalista Bernardo Mendonça desafia a psicoterapeuta Gabriela Moita e o psiquiatra Daniel Sampaio a deitarem o país no divã para esclarecerem os maiores desafios, medos, equívocos e armadilhas que persistem na sociedade e intimidade e se fazem sentir na hora de votar. Ouçam-nos nesta conversa desassombrada gravada ao vivo na 3ª edição do Expresso Podfest, para o podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, que conta com uma atuação especial ao vivo de A garota não, que toca o novo genérico original deste podcast.
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Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a cantora e compositora MARO fala da emoção de ter ao seu lado, na tournée do novo disco “So Much Has Changed”, a sua família portuguesa e brasileira, tanto no palco e bastidores, e revela como compôs as músicas deste álbum, numa fazenda do interior de São Paulo, a morada do “seu pai brasileiro”.
E MARO ainda conta como continua a demarcar-se da cultura de competição da indústria musical, como torce o nariz aos mandamentos das fórmulas de sucesso, para se manter fiel a si mesma e como lhe apetece continuar na música e na vida.
No final, partilha as músicas de outros artistas que anda a ouvir, lê um poema de Gonçalo Câmara, deixa uma sugestão cultural e descreve alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos. Boas escutas!
Leitura:
Poema do livro “Nuvem Cortante”, de Gonçalo Câmara
Sugestão Cultural:
Peça de Teatro “À primeira vista”, de Suzie Miller, com Margarida Vila-Nova, no Teatro Maria Matos
Músicas:
“KISS ME” - MARO
“this is me now“ - Martin Luke Brown
“Me (heavy)” - fred again
“Steel” - Matt Champion ft. Dora Jar
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É uma das melhores compositoras musicais da atualidade. Em 2022 venceu o Festival RTP da Canção e conquistou o 9º lugar na final da Eurovisão em Turim, na Itália. Nos últimos anos, MARO colaborou com Eric Clapton, andou em digressão com Jacob Collier e Shawn Mendes e foi representada pelo empresário Quincy Jones (o afamado produtor musical de “Thriller”, de Michael Jackson). No próximo dia 27 de janeiro lança o novo álbum “So Much Has Changed”, que traduz uma fase de transformação, optimismo e luz, apesar das tantas escuridões da atualidade. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça
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Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, a atriz Marina Mota revela que ao seu camarim vai parar meio mundo com desabafos ou questões de saúde. A atriz afirma que é de estender a mão a quem dela precisa e procura, mas dá conta que não suporta colegas divas ou maus profissionais. Atualmente afirma-se atormentada com o rumo das coisas no mundo e com a dificuldade das pessoas dialogarem.
Sobre a sua relação com espelho, diz que não é fácil envelhecer, mas que é pior quem não aceita o passar do tempo. Muito embora não dispense pequenos cuidados estéticos para se sentir bem. E deixa a crítica. “Não há grandes papéis em Portugal para gente acima dos 50. Mas deveria haver. Vejam as séries nas plataformas de streaming, que têm protagonistas mais maduros e maduras. Só por cá é que não…”
E Marina Mota ainda nos lê um excerto de um texto de Gabriel Garcia Márquez, que defende que só envelhece quem deixa de se apaixonar, o que a leva a falar de amor e paixão, entre o passado e o presente, revela algumas músicas e prazeres que a acompanham e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!
Leitura:
“Só envelhece quem deixa de apaixonar-se”, de Johnny Welch. (E que é muitas vezes atribuído a Gabriel Garcia Marquéz)
Uma peça:
“Carmen Miranda - O Grande Musical”, de Filipe La Féria (no Politeama)
“À Primeira Vista” - de Suzie Miller, por Margarida Vila-Nova
Escolhas musicais:
“As coisas de que eu gosto”, do original “My Favorite Things”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, adaptado por António José Lopes Lampreia e cantado por Marina Mota
“Amor a Portugal”, por Luís Trigacheiro
“Na Escola“, por Os Quatro e Meia
“Violência Doméstica”, tema de Marina Mota cantado por si na Revista Hip Hop ´Arque
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É uma das atrizes mais populares do país. Nos anos 90, protagonizou e produziu programas de humor que lideraram audiências na televisão e, por mais tempo, foi primeira figura de espetáculos de Revista à Portuguesa, no Parque Mayer, em Lisboa. Presença habitual na ficção nacional, gravou em 2012 uma novela no Brasil, a convite de Miguel Falabella. Em 2024, Marina ganhou o seu primeiro Globo de Ouro, para melhor atriz de Teatro: “Sou atriz há 44 anos. Agradeci o prémio, diverti-me muito, mas não foi o meu melhor desempenho em palco”. Ouçam-na nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o filósofo António de Castro Caeiro recorda os tempos de punk rock na mítica banda, dos anos 80, os “Mata Ratos”, e fala do enorme prazer de ser professor e como se realiza por inteiro numa sala de aula, ao ponto de não desejar reformar-se aos 70. E como tem combinado ao longo da sua vida as artes marciais e a filosofia. Há alguma relação possível entre andar à porrada, andar à pêra e ser bom filósofo? António de Castro Caeiro responde.
E ainda lê um texto seu e outro de Miguel Esteves Cardoso, revela quais as músicas que o acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
Leituras:
Primeiro excerto lido de António de Castro Caeiro, O que é a filosofia? (Lisboa: Tinta‑da‑China, 2023), pp. 190-191
Segundo excerto lido de Miguel Esteves Cardoso, “Haver,” in A Causa das Coisas (Lisboa: Assírio & Alvim, 1986).
Uma peça: recomenda as do CCB: https://www.ccb.pt/eventos/category/teatro/
Um livro: Dostoiévski, Fiódor. “O duplo”. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra. Lisboa: Editorial Presença, 2021.
Uma série: Slow Horses. Starring Gary Oldman. Created by Will Smith. Apple TV+
Uma exposição: “Complexo Brasil”, exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian, até 17 de fevereiro de 2026.
Um podcast: “The Rest Is Politics”, de Alastair Campbell e Rory Stewart. Podcast produzido por Goalhanger Podcasts.
Escolhas musicais:
Frank Sinatra. “The World We Knew (Over and Over).” Em The World We Knew.
Tindersticks. “Another Night In.” Faixa 1, em Curtains.
Marvin Gaye. “Dream of a Lifetime.” Em ‘Dream of a Lifetime’.
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É uma das figuras mais reconhecidas da filosofia em Portugal, conciliando a vida académica, com uma presença notável no debate público. É o caso das conferências que Caeiro tem conduzido com casa cheia, no CCB. Este ano prossegue o ciclo “A verdade da mentira”, com sessões que se estendem até Junho, uma espécie de aula de filosofia aberta que se apresenta como uma resistência à pandemia da mentira e crescente proliferação da desinformação. Como podemos mudar o paradigma de uma sociedade que parece, por vezes, abdicar de pensar para se sentir mais segura? Ouçam-no nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça.
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No cinema foi uma elegante, assertiva e convincente Snu Abecassis, no filme “Snu”, de Patrícia Sequeira e na mini-série “Cara a Cara”, de Fernando Vendrell, interpretou uma candidata a deputada de extrema direita. A atriz Inês Castel-Branco recorda o seu longo caminho na televisão e na moda, e também as várias resistências que teve de superar: “Agora já começo a dizer que ‘não’ e a escolher o que prefiro fazer”. A atriz critica uma certa obsessão e paranóia com a juventude e a perfeição que penaliza mais as mulheres e, em particular, as atrizes. E afirma rejeitar as pressões da indústria e seus dos pares para ser mais magra, usar botox ou submeter-se a outras intervenções estéticas. No final, fala das músicas que a acompanham, lê um poema de Adília Lopes, um excerto do romance “As Malditas”, de Camila Sosa Villada e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!
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Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.”
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