Conversas conduzidas por Bernardo Mendonça com as mais variadas personagens que contam histórias maiores do que a vida. Ou tão simples como ela pode ser
Ouça aqui a segunda parte da conversa com o comentador e cronista Pedro Marques Lopes, que revela aqui os pormenores da sua grande guinada profissional e pessoal, por altura da Troika.
E dá conta de que é um cantor e um ator frustrado, um sonho da juventude nunca realizado “por falta de coragem”. Sobre o futuro, afirma que não descarta a ideia vir a candidatar-se a um cargo político.
Depois partilha algumas das músicas que o acompanham, lê um excerto do livro “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de José Saramago, e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
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É um dos cronistas e comentadores políticos mais populares do país. Semanalmente Pedro Marques Lopes analisa os temas quentes que fervem no país e no mundo, nos programas “Eixo do Mal”, na SIC Notícias, e no podcast “Bloco Central”, para o Expresso. A par disso, assina uma coluna de opinião na revista Visão. Jurista de formação, aos 40 anos a sua vida deu uma guinada radical. Passou de “gestor infeliz para cronista feliz”, depois de sofrer uma pancreatite aguda. O comentador afirma que há hoje “uma proletarização burra do conhecimento”, e uma radicalização de toda a direita. “O governo virou muito à direita e eu fiquei no mesmo sítio.” E deixa no ar a ideia de um dia vir a ser um candidato político. Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, de Bernardo Mendonça
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Ouça aqui a segunda parte da conversa com a escritora Teolinda Gersão, que revela o seu processo de escrita, a começar por uma fase indomável, danada, onde vai tudo parar ao papel, e ao ecrã do computador, vindo do inconsciente, sem nenhum filtro. A autora assume que está agora nesse lugar, na escrita do novo romance, o momento da sua literatura mais libertador e prazeroso.
O que se segue é muito trabalho e dor até sentir ter escrito o que queria, o melhor que podia. Teolinda reflete ainda sobre os “loucos” que governam o mundo, o que o passado ensina, e o que espera do futuro.
Teolinda Gersão recorda ainda a carta manuscrita e desenhada que um dia recebeu da pintora Paula Rêgo, depois de ter ficado maravilhada com a sua escrita e com um conto em particular sobre uma velha.
E depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de um dos seus contos, e outro de um livro de poesia do escritor e jornalista José Carlos de Vasconcelos e partilha uma sugestão cultural. Boas escutas!
Músicas
"Sonata Appassionata", por Alfred Brende, de Beethoven
"Goldberg Variations", por Glenn Gould, de Bach
"Partita nº2" por Martha Argerich, de Bach
“Le métèque”, de George Moustaki
Série
A série da Netflix “O Museu da Inocência” , baseada no romance de 2008, muito biográfico, de Orhan Pamuk, com o mesmo nome.
Livros
"Autobiografia não escrita de Martha Freud", de Teolinda Gersão
"Atrás da Porta e Outras Histórias", de Teolinda Gersão
"Os Setes Sentidos e Outros Lugares", de José Carlos de Vasconcelos
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É um dos nomes mais valiosos da literatura portuguesa contemporânea. Estudou e trabalhou na Alemanha, foi professora catedrática em Lisboa e viveu no Brasil e em Moçambique. E só numa fase mais madura da vida, aos 41 anos, lançou o primeiro livro: “O Silêncio”, distinguido com o Prémio de Ficção do PEN Clube. Desde aí, nunca mais parou de publicar, revelando-se uma notável romancista e contista. Em 2025 publicou o 21º livro “Autobiografia não escrita de Marta Freud”, a revelar o lado sombrio de Sigmund Freud, obra premiada com o Grande Prémio da APE. Aos 86 anos, Teolinda Gersão prepara novo romance, mostra-se preocupada com as dores do mundo e lamenta que os netos tenham emigrado, porque “este país não tem futuro para eles.”
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Ouça aqui a segunda parte da conversa com o músico David Fonseca, que aqui fala do seu lado esteta, evidente nas criações visuais que envolvem os seus discos, concertos, fotografias, videoclipes e nas roupas que veste. E chega a atirar o nome de um artista icónico da pop mundial com quem teria o gosto de usar todo o seu guarda-roupa.
David revela ainda que apesar da imagem pública algo “taciturna”, leva a vida com "extremo humor" e "parvoíce generalizada", como forma eficaz de se manter alerta para o ridículo das coisas
E ainda partilha algumas das preciosidades musicais que tem garimpado e ouvido repetidamente, deixa várias sugestões culturais e lê um poema de Eugénio de Andrade. Isto e outras surpresas. Boas escutas!
Músicas:
1 - David Fonseca, "Nada a Perder" - Single do próximo disco a sair no último trimestre deste ano.
2- Cocteau Twins, “Wolf in the Breast” — "Esta ou qualquer deste disco, a banda que menos envelheceu, pelo contrário, parece que brilha mais através dos tempos com uma certa modernidade e estranheza, únicos e inimitáveis. Têm o condão de estabelecer uma sensação imediata que vai variando com o sítio onde estou na vida."
3 - Geese, "Taxes" — "Uma das bandas que mais me entusiasmou nos últimos anos, têm tudo o que uma banda nova devia ter, muita lata, sem medo de arriscar, inovadora mas com referências óptimas, deixam-me mais confuso do que estava antes de os ouvir. Esta canção apanhou-me desprevenido e ouvia-a 50 vezes seguidas quando a descobri."
4 — Middle Kids, "Terrible News" — "gosto de descobrir canções e bandas sem qualquer tipo de referência e ouço muitas coisas que não gosto para descobrir as que gosto. Esta canção estava no meio de mil canções sugeridas pelos serviços de streaming e é a minha preferida desde então para conduzir, andar de bicicleta, cozinhar, dançar, enfim. Ouço-a e entro logo neste espírito."
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No final dos anos 90 tornou-se uma espécie de ‘rockstar’ instantânea enquanto vocalista e figura de proa dos Silence 4, a banda de Leiria que marcou uma geração. Mas David Fonseca afirma não ter saudades do que ficou no caminho. “O passado não é assim tão especial. Aos que olham muito para trás digo: ‘acordem’. O passado pode morder-vos o rabo.” Mais de duas décadas depois de se afirmar a solo, o músico prepara o lançamento de um novo álbum, cantado inteiramente em português, com um single já cá fora, chamado “Nada a Perder”. Uma canção que retrata uma fase pessoal de maior libertação. “Até tenho medo do que vem aí. Faço literalmente o que me apetece e passa pela cabeça.” Ouçam-no nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
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Ouça aqui a segunda parte da conversa com a atriz Ana Guiomar, que aqui revela alguns dos seus maiores medos na vida, a razão de se considerar uma “desvairada”, e o que a levou há dois anos a recorrer a um psicólogo para fazer terapia. Uma mudança que trouxe mais segurança à atriz, que a leva a aprender a dizer que “não” (ao que não lhe faz bem ou não lhe interessa), e a ser mais empática para as pessoas à sua volta. Perto do final, Ana Guiomar lê dois poemas de Alice Vieira e ainda partilha alguns dos seus maiores desejos futuros, as músicas que a acompanham, e várias sugestões culturais. Boas escutas!
Músicas:
“Suburbs”- Arcade Fire
“Ella Baila Sola” - Peso Pluma
“Reserva para Dois” - Branko e Mayra Andrade
“Yendry” - Nena
Leitura:
Dois poemas de Alice Vieira
“O Caracol” e “O Que Dói Às Aves”
Teatro
“O Rinoceronte”, Teatro A Garagem (Até 22 de março)
“Uma Ideia Genial“, Teatro Maria Matos (Até 17 de Maio)
“Veneno, História de um Casamento”, Teatro Aberto (até 3 de Maio)
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É um dos rostos mais populares da ficção televisiva, a par de um longo percurso nos palcos, em particular no Teatro Aberto, em Lisboa, onde aprendeu muito do que sabe, sob a batuta de João Lourenço. Há dois anos, após uma separação e questionamentos pessoais, começou a fazer terapia, e revela ter ganho mais confiança e aprendido mais sobre empatia e a importância de dizer ‘não’. De gargalhada inconfundível, e apurado sentido de humor, a atriz Ana Guiomar está agora em cena na premiada comédia de enganos “Uma Ideia Genial”, até 17 de maio, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, com encenação de Ricardo Neves-Neves. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
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Ouça aqui a segunda parte da conversa com a psicanalista e escritora brasileira Vera Iaconelli, que aqui revela como está a ser para si a chegada dos 60 anos, na pós-menopausa. E como a idade a tem libertado mais nos desejos e no crescente prazer de escrever a partir da sua experiência pessoal, com a lente da psicanálise. E, apesar da imagem pública de ‘super mulher’, dá conta de alguns fracassos e fragilidades que fazem dela uma mulher autêntica, bem resolvida, sem querer ser quem não é.
Vera reflete ainda sobre os extremismos que ocupam mais lugar no poder e a nova vaga de machismo e de violência de género no Brasil e no mundo, e o que espera do futuro, da sociedade e dos poderes. E ainda partilha as músicas que a acompanham e deixa várias sugestões culturais. Boas escutas!
Músicas:
"O que será à flor da pele" - Milton Nascimento/Chico Buarque
"Só tinha de ser com você"- Elis e Tom Jobim
"Its a long way" - Caetano Veloso - Transa
"Love is Blindness", Jack White
Livros:
“O olho mais azul” Toni Morrison; “Paixão segundo GH” Clarice Lispector; “Os sertões” Euclides da Cunha.
Filmes:
“Valor sentimental”, Joaquim Trier; “Ainda estou aqui”, Walter Salles; “Mães jovens” dos irmãos Dardenne
Podcast
“Isso não é uma sessão de análise”, com Vera Iaconelli
Série
Succession (HBO - 4 temporadas)
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É uma das psicanalistas mais prestigiadas do Brasil, autora do famoso podcast “Isso não é uma sessão de análise”, onde deita figuras públicas no divã da escuta, além de ser uma brilhante agitadora de consciências, não só através das crónicas que assina semanalmente no jornal “Folha de São Paulo”, como através dos livros que escreve. Em Portugal acaba de lançar “Análise: notas do divã”, pela Companhia das Letras, onde revela as dores do passado: o pai violento e alcoólatra, a mãe submissa, a morte dos irmãos, a terapia falhada e as outras que a iluminaram. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
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Nesta segunda parte da conversa em podcast com o cineasta e encenador Marco Martins, ficamos a saber como treina o seu músculo da intuição, fala da sua boa relação com a falha e com o imprevisto, e o que mais o inspira e alimenta nesta fome insaciável, e obsessiva, por descobrir e contar histórias pequenas para falar dos grandes temas que atravessam o país e o mundo.
E ainda fala de amor, da relação com os 3 filhos, e do próximo filme que aí vem, a partir da história da peça “A Colónia”, que inclui um elenco de crianças que tiveram de representar o medo que nos anos 70 sentiram outras crianças, filhas de resistentes e presos políticos, que viviam na clandestinidade, enclausuradas, sem poderem ir à rua.
Depois, perto do final, partilha as músicas que o acompanham, os livros que tem lido, assim como os filmes, peças e outros eventos culturais que sugere. Boas escutas!
Músicas:
“Chicago to Texas”- Irreversible entanglements
“Kyrie, Missa Criola” - Ariel Ramirez
“Memória” - Rosalia e Carminho
“Mum does the Washing" - Joshua idehen
Livros:
“Linguagens da Verdade”, Salman Rushdie
“Images de la Politique/Politique des Images”, George Didi-Huberman, Enzo Traverso, Guillaume Blanc-Marrianne
“Poetics of Relation e Caribbean Discourse”, Eduard Glissant
“O Fim Dos Estados Unidos da América“, Gonçalo M.Tavares
“O Colapso”, Eduard Louis
Filmes
“Primeira Pessoa do Singular”, Sandro Aguilar
“Orwell 2+2=5”, Raul Peck
“Três Menos Eu” (a estreia na realização de João Canijo, em 1987, na Cinemateca)
“O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho
“The Servant”, Joseph Losey
“Sátántangó“, Béla Tarr
Teatro e outros:
Pavilhão Julião Sarmento - “Depois de Para Sempre” e ciclo de cinema “MOVIE EXPERIMENTS, LOS ANGELES”
“TBA” - CREEPY BOYS SLUGS
Marcha do Dia da Mulher - 8 de Março
Aniversário Noite Príncipe, LUX, Sexta 6 de Março
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